23 de agosto de 2010

Cadê a dona cegonha?

É assim quando somos crianças. Cheios de invenções. Não paramos um segundo, todo instante é uma novidade, não sei onde encontramos tanta imaginação! Pois naquele tempo, que não é tanto tempo assim claro!
Só um meio tempão! Naquela época não existiam hospitais na cidade, na minha cidadezinha do interior, bem explicado! Hoje não, é uma cidade bem desenvolvida!
Mas, antigamente as mulheres tinham os seus partos em casa. Tudo no maior silêncio e respeito possível! E eu naquela época vivia com uma pulga atrás da orelha a respeito da tal cegonha!
Sentados na sala a espera do primeiro: ué, ué, ué do irmãozinho que estava a caminho, a minha preocupação maior era tentar descobrir por onde entrou a dona cegonha, porque por mais que olhasse prá um lado e prá outro, pra cima e prá baixo não conseguia entender essa história que todo mundo insistia em afirmar categóricamente e eu queria saber a qualquer custo por onde entrou que eu não vi!
E foi num dia desses que a curiosidade falou mais alto que qualquer coisa neste mundo, que coloquei o meu irmão menor para subir em um pé de mamona que tinha nos fundos da casa, cujos galhos chegavam quase no telhado, falei que lá tinha uma bola bem no alto da casa, que fosse lá, procurar um buraco e dentro desse buraco tinha uma bola bem grande!
E o meu irmão, mais curioso do que eu, a procura da tal de bola, foi subindo, subindo, subindo que é com muita dor no coração que me lembro do quanto padeci naquele dia.
Lá não tinha buraco nenhum, não tinha bola, não tinha nada! E para descer o meu irmão de cima da casa é que foram elas.
Não tinha como o coitado descer, de tão alto que estava. Tive que pedir ajuda ao meu pai, que mandou alguém subir em cima da casa para retirar o meu irmão com 05 anos de idade!
Levei umas boas palmadas, e bem feito!

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