19 de agosto de 2010

Para com tanta pergunta!

Pois esta parecia ser a minha sina!
Pergunta daqui, pergunta dacolá. Por que será que uma pessoinha daquele tamanho pergunta tanto?
Pois sentava eu, em uma cadeirinha, bem na calçada! Não se esqueça que morava numa cidadezinha do interior onde até hoje as pessoas têm o direito de sentar nas calçadas, e conversar com seus visinhos! Pois bem nestes costumes estava eu ensaiando muito cedo.
Sentada em uma cadeirinha, que a minha mãe comprou na feira e me deu de presente, começava o meu interrogatório com todas as pessoas que passavam:
Ei vem cá!
Como é seu nome?
Você vai prá onde?
Onde fica?
Vai fazer o que lá?
Você é filha de quem?
Como é o nome da sua mãe?
Como é o nome de seu pai?
Você tem irmã?
Como é o nome dela?
E olha que tinha gente que respondia a todo esse interrogatório, sem pestanejar. E o mais engraçado era a minha voz de comando, chamava e a pessoa vinha.
E não contente com tanta pergunta, na cozinha continuava:
Mamãe como é meu nome?
Mamãe quando eu nasci?
Mamãe eu nasci de noite ou de dia?
Chega! Chega! Por hoje!
Era chata! O pinguinho de gente era chata! chata de doer nos ouvidos! Menininha chata aquela hem!

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