6 de maio de 2014

Borocochô etc. e coisa e tal!

Bife sola de sapato, alguém conhece?
Sem quê e nem por quê, entrei nos guardados da minha mente e encontrei um título da hora para a minha postagem.
Bife à moda sola de sapato. A história do bife que não é lá essas coisas e vou avisando, pra ninguém criar expectativa achando que se trata de um best-seller e coisa e tal.

Pois bem, coloquei uma postagem no blog da empregada doméstica, como identificar a carne certa para o prato certo!
Foi um show a minha pesquisa, porque eu mesma tenho o costume de perguntar ao açougueiro que carne devo usar para determinado prato. 
Agora não pergunto mais. Basta ir na minha pesquisa e problema resolvido e acredito que muita gente, como eu não sabe a carne ideal para o prato ficar nos trinques.
Mas escreve daqui e escreve dacolá vão saindo cada uma da mente da gente que é pra matar um de vergonha. 
E isto aconteceu na primeira refeição que eu preparei no primeiro dia de dona de casa.
Parecendo uma fada madrinha, morta de feliz, vou pra cozinha, inaugurar meu fogão com arroz, feijão e bife. Até hoje não sei explicar porque aquele bife ficou daquele jeito. Quis imitar os bifes que a minha mãe preparava e caí do cavalo.
Acontece que o bife, quando começou a esquentar na frigideira, parecia que estava com medo do óleo, encolheu e ficou como que na pontinha dos pés para não se queimar. 
Passei um sufoco com aquele bife e a espátula na mão, empurrando-o no óleo quente pra ver se acertava e não tinha jeito.
Por fim resolvi virar o bife teimoso, pois ele teria que ser frito de qualquer jeito. Se não era de um lado era do outro. Que situação! Ficou pior. Parecia gato escaldado com medo de água fria, todo encolhido.
E para me safar daquela situação no primeiro dia de dona de casa, peguei o bife cortei em tirinhas e enchi o prato com tomates, cebolas e ovo cozido para enfeitar o bife traidor que ao contato com os legumes frios se encolheu mais ainda. E se alguém conhece torresmo pururuca, é então a cara cagada e cuspida do meu bife. Ainda por cima frito demais e duro.
Comemos, sem dar uma palavra. O arroz, o feijão, os ovos cozidos, os tomates e as cebolas porque os bifes, mesmo que em tirinhas era de quebrar os dentes.

Foi quando meu marido falou: a carne desse açougue parece sola de sapato, não tem quem consiga comer. Essa aqui, cozinhando três dias, ainda fica dura. Mas, sabemos que o açougue nada tinha a ver com o caso. O negócio era a cozinheira pé de chinelo, que no caso era eu mesma.

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