10 de agosto de 2014

A Peleja de Zumira e Patolina: A Carta

E vamos deixar a Zumira, tremendo de raiva e de dor nas costas, chorando igualmente a uma desvalida e vamos voltar a alguns anos atrás.
Pois a dona Patolina tinha um marido, que era amigo do marido da Zumira. O Patolino era o bicho mais besta que existe na face da terra.
Êta bicho besta!
Pense num bicho besta! pensou? pois era ele mesmo. O Patolino. E foi ele que apresentou o casal vinte pra Dona Patolina, e foi daí que surgiu a amizade de pratin de bolo vai e pratin de bolo vem.
E misturar amizade com negocio, Patolino estava vendo que não era certo.
Por isso, aproveitando que a Dona Patolina foi dar umas esticadas nas pernas na academia, foi lá e thum: mandou a encrenca embora. 
Fez a carta de demissão em duas vias e  por causa de tanta fofoca despachou a bonita.
Mas, quando a Dona Patolina chegou seu menino, olhe, não prestou não! 
Pense numa pata choca armada até os dentes pra cima do seu Patolino!
Juro por tudo que é mais sagrado, vi a hora de seu Patolino levar uma surra de peia! 
Só sei que o furdunço foi feio, o mundo ficou coberto de pena e no fim das contas, a dona Patolina rasga a carta de demissão e manda a Zumira ir trabalhar. 
Aqui ninguém fala mais nisso e fica o dito por não dito disse ela!
Coitadinha da dona Patolina, que não sabe da missa um terço.
Tão trabalhadeira e tão besta.
Dona Patolina é tão besta que uma vez ficou com uma funcionaria se dizendo que estava com barriga d'água e tome antiácido, e tome chá pro estômago e tome chá pro fígado até que certo dia a funcionária passou mal.
Chamaram a família que levaram a moça para o hospital, a mãe era igual a Dona Patolina, que ao receber a noticia do neto nasceu e é menino, caiu dura no chão.
E dando prosseguimento ao enrosco pois com um mês certinho do ocorrido a Zumira depois do almoço diz que precisa conversar com Dona Patolina.
Ai ai ai ai ai! De novo não! Pelo amor de Deus! O que será dessa vez? E para que eu não corresse o risco de me espatifar no chão de novo, dona Patolina trancou a porta, a chave.
E sem mentira nenhuma, essa reunião durou de 1:00 as 5:00 horas da tarde.
E tome café e tome chá, e tome mais café e tome logo uma garrafa de chá porque a Zumira destrinchou um chorôrô tão mordido do poico que eu do outro lado da porta vi a hora ela morrer.
Que estava indo embora, porque na vida nunca foi tão humilhada.
Mas, espie só!
Que nunca recebeu uma carta de demissão
Que não estava sabendo administrar isso.
Que estava doente de tanta raiva.
Que tinha um més que não dormia direito
Que todo dia ia pro pronto socorro passando mal!
Que vivia com dor nas costas, dor de cabeça, dor de barriga por causa do nervoso
E eu de boca aberta só dizia: VIXE! OXE! QUE COISA! CREDO!
E dona Patolina pedindo por nossa senhora, por Deus, por todos os santos sagrados, que ela relevasse, que ela esquecesse isso que só podia lhe fazer mal.
Dona Patolina chorou tanto nesse mundo que eu vi a hora dalí sair dois defuntos!
Pedindo perdão pelo Patolino, que ela o perdoasse já que era tão amigo dela, e agora sou eu que estou lhe pedindo que fique dizia a pata besta!
Isso é motivo pra alguem fazer um alvoroço desses?
Tem ciença nesse blá blá blá!
Tem ciença nessas lágrimas de lagartixa!
E a incompetente da dona Patolina sequer diante daquele chorôrô teve a coragem de pedir pra ela escrever uma carta pedindo demissão alegando quê:
Não precisa, somos amigas de muito tempo!
É mesmo dona Patolina?
Quem disse isso a senhora?
Se prepare pra pagar pelos seus pecados ouviu sua pata choca
Me deu uma raiva!

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