18 de abril de 2016

Ponte do Futuro da Chica Chata


Lá pras bandas da minha infância, onde a imaginação era a causadora de tantos atropelos na minha vida e tantas dores de cabeça para o meu pai e a minha mãe, lá pra essas bandas aí, quis eu construir uma ponte utilizando um pé de mamona que nasceu e cresceu justamente no pé do muro do quintal da minha casa e pra sua sorte ou azar existia eu naquela perseguição infeliz de imaginar que aquele pé de mamona seria a ponte para que eu pudesse subir no telhado da minha casa com o objetivo de investigar se lá por cima existia um buraco por onde deveria passar a tal de cegonha que de dois em dois anos enchia a casa da minha mãe de meninos pra encher meu saco com aquelas chupetas que não paravam na boca de jeito nenhum.
Era a chupeta cair da boca e o menino chorar e eu já que não tinha serventia nenhuma pelo menos que fosse até ali acudir o chorão devolvendo a chupeta na boca enquanto a minha mãe preparava a mamadeira.
E aquele pé de mamona seria a solução para os meus problemas interiores, subiria de vez em cima daquela casa e encheria aquele buraco de cacarecos e folhas e duvido que cegonha nenhuma viesse mais entrar ali com tanto menino!
E os anos se passaram, e vai daqui e vai dacolá quando um dia eu vi pela primeira vez o viaduto do chá e quase caí de costas, de tanto que olhei, tentando entender como foi que subiram até ali e colocaram aquela ponte.
Depois vieram as pontes sobre as águas. Cheguei mesmo a perder noites de sono imaginando como é possível construir pontes dentro do mar.
Eu, até hoje não acredito numa coisas dessas.
Mesmo vendo não acredito!
Essa história de ponte é realmente um assunto cheio de mistérios. Tem até uma novela que se chama a ponte dos suspiros, imagine só a quantidade de nomes que possuem as pontes pelo mundo afora.
Uma outra conheço bem:

A PONTE DA AMIZADE!

E a conheci um certo tempo atras quando eu toda emperiquitada, de roupa social e salto alto me debandei lá para o lados do Paraguai pra comprar presente barato.
Amarguei o pão que o diabo amassou atravessando aquela ponte lotada e um calor infernal pra nunca mais querer saber de ponte de amizade nenhuma na minha vida.
E para retratar aqui o meu relato bem que procurei nas minhas imagens uma ponte. E foi quando me lembrei das imagens do google.
Vi ponte de tudo quanto é jeito. Algumas até que serviriam, mas Deus me livre e guarde de pegar a ponte dos outros já que sou meia azarada pros lados de ponte.
Lembro que ao me deparar com o viaduto do chá, de tanto olhar pra cima quando baixei a cabeça foi um zum zum zum nos ouvidos, fiquei tontinha e quase não me aprumo pra seguir em linha reta rumo ao meu destino.
Não senhor! macaco velho tem medo de cumbuca e nessa de ponte estou feito gato escaldado com medo de agua fria!
Até que tentei desenhar uma.
Mas, cadê a vocação pra desenhar?
Quem me dera saber! apenas consegui uns rabiscos com quatro estacas.
E eu mesma deduzi!
Não, não, isso não é uma ponte.
Por fim surgiu a ideia de criar a minha própria ponte.
Eis aí então a obra!

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