8 de março de 2017

# causo # cotidiano

CHÁ DE CADEIRA E CALA BOCA

Nem tudo é paz e amor. 
Principalmente nos dias de hoje. E pra se arrumar uma boa encrenca não precisa ir muito longe. 

Hoje em dia a pessoa precisa ser cega, surda e muda e se falar não fale muito porque o tinhoso parece que está solto e não dá sinais de que vai embora.

Hoje mesmo foi meu dia. O meu dia de rodar a baiana na caixa econômica. A começar que parece que as pessoas que vão ali não tem obrigações a cumprir, não tem compromissos porque se deixou o arroz no fogo trate de apagar porque tão cedo não vai voltar pra casa.
É uma falta de respeito pelo cidadão que não é mole.
Reparei que aquela funcionária que fica na entrada trabalha o dia inteiro em pé, aliás são duas.
Gente de Deus! isso não é brincadeira. O atendimento ao publico, cada um com um problema diferente. Com tantas mesas e tantas cadeiras porque razão aquelas funcionárias têm que ficar o dia inteiro de pé? 
Por aí já se tira que o negocio não é mole.

Depois, a gente entra. E tome chá de cadeira. 

Aliás já deixaram aquele montão de cadeiras ali justamente porque quem gostar de chá de cadeira é só ir na caixa econômica. 

Porque muitas vezes é um funcionário só pra atender aquele mundaréu de gente que com certeza tem os seus afazeres em casa. E nesse calor que estamos lá também não tem ventilador e nem ar condicionado. 

Mas a minha postagem de hoje é pra falar sobre outra coisa que virou uma coisa.

Hoje tive que ir nesse banco infeliz. Levar meu filho é para fazer prova de vida.

Passei pela funcionária que fica de pé o dia inteiro que sempre atende a gente muito bem. Passamos pela bendita porta giratória, e tudo bem, mas ao chegar no primeiro andar faltou um numero de documento e tivemos que retornar para pegar com a funcionária que fica o dia inteiro em pé que mais uma vez nos atende com toda educação.
Aquela ali, é uma santa. Ao retornar para passar na bendita porta giratória, a porta trava.
Era meu marido, porque eu e meu filho ficamos dentro esperando que ele fosse pegar o tal numero que estava faltando.
A porta trava.
Meu marido já tinha deixado fora tudo que é de direito e a bendita porta travando.
Imaginem o fuzuê que foi! Principalmente porque rodei a baiana dentro do banco já que a pessoa não tem mais nada pra tirar dos bolsos, quando a porteira ou vigilante ME MANDA CALAR A BOCA!
É MOLE? E diante de tamanho atrevimento, já que não tem estrutura nenhuma pra trabalhar de vigilante, só não sei porque não sacou da sua arma e não me matou. Porque eu mesma lhe falei os diabos. Ela não sabe, que se fosse eu que estivesse ali no lugar do meu marido, naquele chove e não molha sem ter mais nada para tirar, teria tirado a roupa.
Vai mandar outro calar a boca porque eu mesma, no meu direito não calo a minha.
Hoje em dia é um tal de mandar o outro calar a boca.
E depois pra encerrar o meu marido falou!
Eta porta boa! Essa porta é boa demais! Nunca ouvi falar numa porta tão boa quanto essa! Essa porta só não pega bandido.
Enfim essa é a Caixa Econômica, onde o cidadão é obrigado a tomar chá de cadeira. Ficar quieto se a porta trava, e se falar lhe mandam calar a boca.

Um comentário:

  1. Minha amiga Maria de Lourdes, o interessante é que os bancos alegam que as portas giratórias possuem sensor de alerta para dizer quando alguém está portando metal, mas o fato é que isso é uma baita mentira, porque se realmente as portas tivessem este tal sensor elas travariam quando os bandidos armados estivessem tentando passar pelas portas. Na verdade, os tais vigilantes que ficam no púbito das agências bancárias é que travam as portas conforme a cara do freguês, pois a cada 5 clientes que passam pela porta giratória, um deles passará por esta situação hipotética, pois os seguranças das agências precisam demonstrar serviço.

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