causo

CHÁ DE CADEIRA E CALA A BOCA!

Nem tudo é paz e amor. 
Principalmente nos dias de hoje. E pra se arrumar uma boa encrenca não precisa ir muito longe. 

Hoje em dia a pessoa precisa ser cega, surda e muda e se falar não fale muito porque o tinhoso parece que está solto e não dá sinais de que vai embora.

Hoje mesmo foi meu dia. O meu dia de rodar a baiana na caixa econômica. A começar que parece que as pessoas que vão ali não tem obrigações a cumprir, não tem compromissos porque se deixou o arroz no fogo trate de apagar porque tão cedo não vai voltar pra casa.
É uma falta de respeito pelo cidadão que não é mole.
Reparei que aquela funcionária que fica na entrada trabalha o dia inteiro em pé, aliás são duas.
Gente de Deus! isso não é brincadeira. O atendimento ao publico, cada um com um problema diferente. Com tantas mesas e tantas cadeiras porque razão aquelas funcionárias têm que ficar o dia inteiro de pé? 
Por aí já se tira que o negocio não é mole.

Depois, a gente entra. E tome chá de cadeira. 

Aliás já deixaram aquele montão de cadeiras ali justamente porque quem gostar de chá de cadeira é só ir na caixa econômica. 

Porque muitas vezes é um funcionário só pra atender aquele mundaréu de gente que com certeza tem os seus afazeres em casa. E nesse calor que estamos lá também não tem ventilador e nem ar condicionado. 

Mas a minha postagem de hoje é pra falar sobre outra coisa que virou uma coisa.

Hoje tive que ir nesse banco infeliz. Levar meu filho é para fazer prova de vida.

Passei pela funcionária que fica de pé o dia inteiro que sempre atende a gente muito bem. Passamos pela bendita porta giratória, e tudo bem, mas ao chegar no primeiro andar faltou um numero de documento e tivemos que retornar para pegar com a funcionária que fica o dia inteiro em pé que mais uma vez nos atende com toda educação.
Aquela ali, é uma santa. Ao retornar para passar na bendita porta giratória, a porta trava.
Era meu marido, porque eu e meu filho ficamos dentro esperando que ele fosse pegar o tal numero que estava faltando.
A porta trava.
Meu marido já tinha deixado fora tudo que é de direito e a bendita porta travando.
Imaginem o fuzuê que foi! Principalmente porque rodei a baiana dentro do banco já que a pessoa não tem mais nada pra tirar dos bolsos, quando a porteira ou vigilante ME MANDA CALAR A BOCA!
É MOLE? E diante de tamanho atrevimento, já que não tem estrutura nenhuma pra trabalhar de vigilante, só não sei porque não sacou da sua arma e não me matou. Porque eu mesma lhe falei os diabos. Ela não sabe, que se fosse eu que estivesse ali no lugar do meu marido, naquele chove e não molha sem ter mais nada para tirar, teria tirado a roupa.
Vai mandar outro calar a boca porque eu mesma, no meu direito não calo a minha.
Hoje em dia é um tal de mandar o outro calar a boca.
E depois pra encerrar o meu marido falou!
Eta porta boa! Essa porta é boa demais! Nunca ouvi falar numa porta tão boa quanto essa! Essa porta só não pega bandido.
Enfim essa é a Caixa Econômica, onde o cidadão é obrigado a tomar chá de cadeira. Ficar quieto se a porta trava, e se falar lhe mandam calar a boca.

About Maria de Lourdes

O trabalho poupa-nos de três grandes males: tédio, vício e necessidade.
Voltaire

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