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17 de outubro de 2019

Brincadeiras de Criança 2

01:35 0 Comments

brincadeiras de criança
Na escola, a nossa professora nos incentiva a brincar. Quando era brincadeiras de esconde esconde, de amarelinha e outras, tinhamos um dia e horário reservado para tal e se realizava numa parte externa da escola.
Não existia uma só situação que não fosse motivo para criar uma história, as mais absurdas pois mente de criança voa igual passarinho.
E como eramos felizes!



Fazer Bolinha de Sabão, quem não lembra?

brincadeiras de criança

E quem nunca brincou de Amarelinha?

brincadeiras de criança

Existia também o dia de fazer teatro. Uns cantava, outros recitavam, outros faziam imitação de teatro como o besouro do piauí. Conhece o Besouro do Piauí?

Besouro do Piauí

Lembro que eu adorava cantar essa musiquinha do Palhaço Carequinha

quando eu vejo uma criança bem sapeca
Eu me lembro que também já fui assim
Por minha causa o papai ficou careca
E a mamãe ficou velha depressa por causa de mim

O papai comprou pra mamãe usar
Um chicote de amargar
Com o tal chicote dei tantos pinotes
Que aprendi dançar o xote


E na escola o desfile de astros candidatos ao trono de Reis do Humor continuava. 
recitando poesia



E saia cada uma que contando ninguém acredita.
Lembro de um coleguinha mais afoito e vestido de palhaço. Cantou essa música que quase mata a nossa professora de tanta vergonha. E seu instrumento musical, era uma bacia enorme de zinco. Com certeza era da sua mãe lavar roupas.


Um dia de sexta feira
C... na mão e joguei no meio da feira
A M... endureceu
Um caminhão passou por cima e estourou o pneu

Levaram pra prefeitura
Foram examinar e era M... pura
Me levaram para o xadrez
Se brincar de novo eu C... outra vez

E sem cerimonia nenhuma ainda continuou:

Eu vou lhe contar um caso
Um causo que aconteceu
O inferno pegou fogo
E a mãe do diabo morreu
A galinha quebrou o resguardo
Do peido que o galo deu

Quando eu era pequenino
Minha mãe me dava leite
Como hoje estou crescido
Minha mãe me dá cacete

E levou muito tempo pra esse coleguinha da escola ter sossego.
Era chegar e a criançada repetir o caso.
Repetiram tanto que guardei direitinho nas minhas memórias.

Hoje, depois de tantos anos quando o revejo não dá pra não relembrar aquele dia!
Daí ele responde bem assim: 'AQUILO É QUE ERA UM FILHO DE UMA ÉGUA! KKKKK

Brincadeiras de Crianças

00:29 0 Comments
brincadeiras de criança

Para relembrar aqueles tempos que não voltam mais escolhi esta musica do Grupo Molejo 'Brincadeira de Criança'.
É evidente que naquele tempo não existia esse vídeo. Mas as brincadeiras sim:
Quem não lembra das brincadeiras de amarelinha, de esconde esconde?




14 de outubro de 2019

Memorias de Mandubé III

02:30 0 Comments
Um cachorro valente e fiel

E Mandubé ao ver os seus antigos donos por muito pouco não perde o rabo de tanta alegria e tanta felicidade.
E pra surpresa de todos entrou dentro do carro e não houve um só cristo de Deus que o retirasse de lá.
Nem mesmo a princesa que ao ve-la fez foi virar a cara.
Por aí dava pra se ver o desgosto de Mandubé em deixar o seu antigo lar para viver nesse palácio onde não tinha o direito de ser nem um cão, muito menos um vira lata pé duro e pé rapado como era chamado de vez em quando.
Mandubé como todo cão fiel ao seu dono retorna ao antigo lar.
Com os próprios dentes retirou aquele paletó que o deixava quase sem folego
Voltaria para casa, para o velho trabalho que era vigiar as vacas, porcos e galinhas. E quem sabe dentro de pouco tempo perderia aquela barriga que adquiriu naquela vidinha de não fazer nada.
A princesa que o acompanhasse, senão seria adeus para sempre!
Mas a princesa do colo da sua dona não saiu.
E assim é que foi a história de Mandubé
Um cachorro valente e fiel, que viveu muitos e muitos anos.

24 de setembro de 2019

O Besouro do Piauí

20:17 1 Comments


Toda essa confusão que vemos nos dias de hoje onde um diz que é, e o outro diz que não é.

Esse lenga lenga que começou um certo dia,  quando diziam que em nome do cachorro sabugo falecido a não sei quantos anos o meu voto é sim;

Todo esse têrê têtê, que não chegou a lugar nenhum, a não ser no bolso do pobre que alem de liso, está leso e louco foi assim que lembrei daqueles tempos de felicidade que ficava lá na minha cidadezinha do interior.

Naquela época se o espirito não me engana, minha cidadezinha não devia um centavo a ninguém. 

Eu Acho!

Lembrei de uma apresentação artística que a nossa professora promoveu e de lá saiu cada uma que ficaram registradas nos meus miolos até hoje.

Creio eu que todos sabem do dialogo do besouro tiranaboia e o escaravelho.

Pra se ter uma ideia até os besouros querem ser um mais que o outro pelo menos na cabeça de quem criou o dialogo.

E naquele faz de conta começou a peça artística daqueles pingos de gente, que nem sequer sabiam o que estavam dizendo.

Tempinhos bons aqueles!

Abriram as cortinas e aparece um tiquinho de gente de uns 8 anos vestido de mosquito com um ferrão de plastico se arrastando pelo chão e se dizendo ser o tiranaboia (se fosse hoje aquele mosquito estava mais para o mosquito da dengue) e em seguida aparece outro vestido de barata se dizendo ser o escaravelho.

E o dialogo era bem assim:

Dizia o mosquito:

Eu sou o tiranaboia
Besouro do Piauí
Quando finco meu ferrão num
Deixo a *tora cair

Em seguida a barata responde:

Você não é tiranaboia
Nem besouro do Piauí
Você é um rola bosta
Besouro mesmo daqui!

Revejo esse dialogo nas minhas memórias, coisas de crianças, inocentes crianças, mas que retrata uma situação infernal que é a que vivemos hoje.

* tora pra quem sabe é pedaço

11 de maio de 2019

Memorias de Mandubé II

02:37 0 Comments

Pois o mandubé estava tão apaixonado que emagreceu. Já não era o mesmo, vivia no mundo da lua sonhando acordado.
E enquanto isso a princesa da Dona Meisinha estava em greve de fome. Já não dormia na sua linda cama forrada de cetim
O desgosto era tanto que se mudou de mala e cuia pra debaixo da cama e Dona Meisinha já vivia com a coluna torta de tanto se agachar e pedir pra sua princesa sair daquele lugar escuro.
Não teve jeito o negocio era fazer o tal casamento. Casar a sua pura raça com o pé rapado mandubé que não tinha onde cair morto.
Marcou a visita e logo cedinho chegou na casa do Mandubé para fazer o pedido de casamento.
E assim foi feito, Mandubé casou com a princesa com direito a festa convidados e tudo.
E nem foi preciso questionar onde morariam pois o ingrato do Mandubé se mandou pra casa da princesa.
Em casa ficou o vazio. A saudade de mandubé era grande. Mas, fazer o que?
Com certeza o Mandubé não voltaria nunca mais. A sua vida agora era outra, casado, pai de família, granfino e metido a besta também.
Logo logo chegaria o Natal e resolveram fazer uma visita a Mandubé.
O que levariam de presente para o tão fiel amigo do passado?
Uma galinha assada com arroz que ele tanto gostava?
Não Não. Melhor mesmo era comprar um osso desses que vendem nas lojas.
Antes o Mandubé comia osso de boi, de cabra, de porco.
Mas naquela casa com certeza era tudo muito fino, melhor mesmo era levar um osso pronto, ou melhor, imitação de osso.
E assim foram. E chegando lá a surpresa! Lá vem Mandubé, gordo e barrigudo metido dentro de um paletó de gravata tão apertada que dava impressão que estava sem folego!
E o final da história conto na próxima!

19 de março de 2019

Memorias de Mandubé

19:44 0 Comments
Se existe alguém nesse mundo que pra mim é um exemplo, esse ser era o Mandubé.
Não cheguei a conhece-lo, mas as histórias que ouço ao seu respeito é de tirar o chapéu.
Dizem que não existe dois seres iguais e eu concordo plenamente. Um pode ser melhor ou menor que outro, mas nunca nunca iguais.
E a quem possa interessar o Mandubé era o cachorro do avô do meu marido.
Nascido e criado na roça o mandubé era pau pra toda obra!
Vigiava as galinhas, as vacas, as ovelhas, os porcos, e ai de quem tentasse uma fuga que ele numa carreira só trazia de volta pra casa.
O mandubé acordava as 5 da manhã. Lavava o rosto num balde de água, dava uma sacudida para secar e corria para o pé do fogão a espera do seu cuscuz com leite com pedaços de nata.
E eu estou aqui contando esse caso porque eu mesma tenho um cachorro que pra comer alguma coisa primeiramente tenho que pesquisar se pode ou não, enquanto o mandubé comia de um tudo e nunca adoeceu.
Era tutu de feijão com farinha, mugunzá com arroz e farofa, buchada, e tudo quanto era fruta que lhe desse. 
Até manga o mandubé chupava.
E só teve um dia na vida que o mandubé arriou os quatro pneus. Foi quando um dia se apaixonou pela linda cadela de Dona Meizinha. Mulher besta metida a rica, que tinha uma linda cachorrinha toda branquinha e mandubé foi logo se engraçar com a princesa.
Foi amor a primeira vista. Mas, besta do jeito que aquela sirigaita era, nunca iria permitir esse namoro.
Numa tardezinha, chega ela toda esbaforida e com cara de briga para gritar aos quatros cantos daquele lugar chamado de muriçoca para dizer que desse um jeito em mandubé que estava se engraçando pros lados de sua princesa.
Que ela não tinha cachorro com pedigree e tudo, vacinada e cheirosa a talco para se amancebar com um cachorro sem beira e nem eira, um pé rapado, um cachorro pé duro.
Pois aqui entre nós o Mandubé era um pura raça de cachorro vira lata.
E o resto dessa história depois eu conto.

13 de março de 2019

Por Pouco um Piripaque!

03:26 0 Comments
Sem sombras de dúvidas, fui no outro mundo e voltei e aqui estou para contar o acontecido.
Fiquei sem voz, a boca ficou seca e pensei. É hoje que vou e não volto.
Até que andei meio sumida de todas as minhas atividades.
Tive uma depressão danada por causa de tantas coisas que aconteceram por este mundão afora que me deixou totalmente sem inspiração.
Mas, como boa nordestina que sou, aprendi com a minha mãe que tudo nessa vida passa.
E não é que passou mesmo?
Mas falando sobre o piripaque que com certeza sabem o que é.
E para quem não sabe recorri ao dicionario: e diz ele que é: mal físico súbito e indeterminado, ataque de nervos; faniquito, chilique.
O meu foi mais que um chilique quando vi que as minhas imagens dos meus blogs sumiram.
Endoidei de vez!
Valei-me meu São Longuinho! Traga as minhas imagens para meus blogs que dou três pulinho.
E foi assim que foi!
Estou na batalha tentando entender porque minhas imagens sumiram das minhas postagens!
Estou procurando saber porque isto está acontecendo! E quando souber eu conto!

14 de dezembro de 2018

Eleição pra Prefeito

10:06 0 Comments

Quem não lembra das histórias que ouvíamos quando crianças?
Tempos bons aqueles. E por falar nisso não vamos esquecer que o dia 20 de março é o dia do contador de histórias

Pois bem! vamos aos fatos!

Era apaixonada por histórias. 
Chegava a ficar de boca aberta ouvindo o tê-rê-tê-tê do contador de histórias que não tinha a menor cerimonia em narrar os fatos que aconteceram não sei quando e onde. Histórias de trancoso como chamava.

Sentávamos na calçada, e fazíamos uma roda em volta do contador das mais mirabolantes histórias.
Geralmente o palco era composto de mais de 20 curiosos. As vezes minha mãe também contava algumas e das boas.

Havia uma pequena cidade que não sei onde fica, que vivia aqueles momentos das disputas dos partidos para eleger o prefeito da cidade.
Era uma briga danada. Porque um era melhor que o outro segundo os seus aliados.
E eu com meus botões ficava revendo aquela história porque eu sei como o povo da minha terra eram valentes quando se tratava de defender os seus candidatos.

A coisa era tão seria que me recuso em descrever como o negocio era feio quando o assunto era politica.
Mas voltando ao contador de histórias. Foi lá não sei aonde que aconteceu a eleição pra prefeito da cidade. E naqueles tempos segundo ele a apuração dos votos era feita manualmente.
Em um enorme salão com uma mesa completa de autoridades cuja missão era avaliar se existia ali alguma maracutaia.
E se alguém tinha essa intenção quebrava a cara porque mil olhos em cima dos votos era impossível qualquer tramoia.
Pois bem, estava iniciada a contagem dos votos depois das eleições.
Ninguém arredava o pé das urnas lacradas e fechadas a sete chaves, mais correntes e cadeados caso passasse por ali uma ventania e se atrevesse a abrir as urnas.
Sem brincadeira, o próprio ouro perdia o valor diante daquele tesouro que eram os votos.
Foi dada a partida, ou seja: voto pra fulano e voto pra sicrano.
E por incrível que pareça as cinco da manhã terminaram a contagem que pra surpresa de todos deu empate. Assim disse o contador de histórias.

Aí foi demais! gente que precisava ir ao banheiro não foi porque decidiram recontar os votos pois não era possível tamanha coincidência.
E assim nesse lenga lenga se passou uma semana, os votos encardidos de tanto passar de mão em mão pra ver se existia a diferença e nada.
E eu já estava ficando irritada com essa história velha sem pé e nem cabeça. A meninada também.
Por fim contou ele que nessa terra de São Nunca essa disputa continua até hoje e o povo envelheceu, outros morreram sem saber o resultado das eleições.
Creio eu que um dos candidatos morreu também de velhice e o outro assumiu a prefeitura e acabou a história na santa paz de Deus.

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