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11 de maio de 2019

Memorias de Mandubé II


Pois o mandubé estava tão apaixonado que emagreceu. Já não era o mesmo, vivia no mundo da lua sonhando acordado.
E enquanto isso a princesa da Dona Meisinha estava em greve de fome. Já não dormia na sua linda cama forrada de cetim
O desgosto era tanto que se mudou de mala e cuia pra debaixo da cama e Dona Meisinha já vivia com a coluna torta de tanto se agachar e pedir pra sua princesa sair daquele lugar escuro.
Não teve jeito o negocio era fazer o tal casamento. Casar a sua pura raça com o pé rapado mandubé que não tinha onde cair morto.
Marcou a visita e logo cedinho chegou na casa do Mandubé para fazer o pedido de casamento.
E assim foi feito, Mandubé casou com a princesa com direito a festa convidados e tudo.
E nem foi preciso questionar onde morariam pois o ingrato do Mandubé se mandou pra casa da princesa.
Em casa ficou o vazio. A saudade de mandubé era grande. Mas, fazer o que?
Com certeza o Mandubé não voltaria nunca mais. A sua vida agora era outra, casado, pai de família, granfino e metido a besta também.
Logo logo chegaria o Natal e resolveram fazer uma visita a Mandubé.
O que levariam de presente para o tão fiel amigo do passado?
Uma galinha assada com arroz que ele tanto gostava?
Não Não. Melhor mesmo era comprar um osso desses que vendem nas lojas.
Antes o Mandubé comia osso de boi, de cabra, de porco.
Mas naquela casa com certeza era tudo muito fino, melhor mesmo era levar um osso pronto, ou melhor, imitação de osso.
E assim foram. E chegando lá a surpresa! Lá vem Mandubé, gordo e barrigudo metido dentro de um paletó de gravata tão apertada que dava impressão que estava sem folego!
E o final da história conto na próxima!

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