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5 de março de 2020

A Quem Possa Interessar?

20:26 0 Comments

Em todos os departamentos da nossa vida, nós,os mortais vemos coisas que até Deus duvida. 
Quem já acompanha o blog da chica chata sabe que nasci numa cidadezinha do interior que na minha inocente concepção não devia um centavo pra ninguem. Se devia, não era do meu intrometido conhecimento.
Hoje, com certeza muita coisa mudou. Até mesmo aquela fartura não existe mais porque ouço muita gente falando dessa crise que obrigou muita gente a emagrecer sem fazer regime.
Mas vamos aos fatos que me leva a escrever hoje depois de alguns dias sem escrever nada.
Ontem resolvi assistir a reunião do plenário do Senado pela TV Senado. As vezes gosto de assistir para ver em que deu o meu voto. 
E uma das coisas que muito me chamou atenção foi a gritaria de um deputado a respeito de uma tal manifestação que segundo ele haverá no dia 15 de Março.
Disse ele que todo povo brasileiro vai aderir a essa manifestação.
E eu. Mesmo sendo de frente a minha tv, gritei:
Me tire do meio desse rolo, porque lá eu não vou nem que a vaca tussa.
Afinal vão comemorar o quê? Essa não entendi.
E já que essa manifestação vai ser de grande porte eu pediria aos participantes.
Será que daria pra passarem na cracolância e ver em que situação está aquele povo?
E estando no centro da cidade de São Paulo aproveitem a oportunidade pra ver o LIXO.
Bem que eu poderia enumerar as ruas, mas pra facilitar o acesso, a Rua Guaianases tem um lixo na esquina com a rua Aurora que só Deus pra ter misericordia.
E as calçadas? Todas cheias de buracos, todo cuidado é pouco pra não cair, porque se alguem cair, os hospitais já sabem. Estão lotados, não tem médico pra atender a tanta gente doente.
Embora o mosquito da dengue anda voando por aí, as guias das calçadas estão cheias de agua parada e lixo por todos os lados.
Não seria mais humano que essa manifestação fosse para socorrer os desvalidos da sorte?
Aos adeptos da terra plana, ou encarnação da inquisição. Nessa manifestação vão comemorar o quê?
Até agora não entendi!

14 de outubro de 2019

Memorias de Mandubé III

02:30 0 Comments
Um cachorro valente e fiel

E Mandubé ao ver os seus antigos donos por muito pouco não perde o rabo de tanta alegria e tanta felicidade.
E pra surpresa de todos entrou dentro do carro e não houve um só cristo de Deus que o retirasse de lá.
Nem mesmo a princesa que ao ve-la fez foi virar a cara.
Por aí dava pra se ver o desgosto de Mandubé em deixar o seu antigo lar para viver nesse palácio onde não tinha o direito de ser nem um cão, muito menos um vira lata pé duro e pé rapado como era chamado de vez em quando.
Mandubé como todo cão fiel ao seu dono retorna ao antigo lar.
Com os próprios dentes retirou aquele paletó que o deixava quase sem folego
Voltaria para casa, para o velho trabalho que era vigiar as vacas, porcos e galinhas. E quem sabe dentro de pouco tempo perderia aquela barriga que adquiriu naquela vidinha de não fazer nada.
A princesa que o acompanhasse, senão seria adeus para sempre!
Mas a princesa do colo da sua dona não saiu.
E assim é que foi a história de Mandubé
Um cachorro valente e fiel, que viveu muitos e muitos anos.

24 de setembro de 2019

O Besouro do Piauí

20:17 1 Comments


Toda essa confusão que vemos nos dias de hoje onde um diz que é, e o outro diz que não é.

Esse lenga lenga que começou um certo dia,  quando diziam que em nome do cachorro sabugo falecido a não sei quantos anos o meu voto é sim;

Todo esse têrê têtê, que não chegou a lugar nenhum, a não ser no bolso do pobre que alem de liso, está leso e louco foi assim que lembrei daqueles tempos de felicidade que ficava lá na minha cidadezinha do interior.

Naquela época se o espirito não me engana, minha cidadezinha não devia um centavo a ninguém. 

Eu Acho!

Lembrei de uma apresentação artística que a nossa professora promoveu e de lá saiu cada uma que ficaram registradas nos meus miolos até hoje.

Creio eu que todos sabem do dialogo do besouro tiranaboia e o escaravelho.

Pra se ter uma ideia até os besouros querem ser um mais que o outro pelo menos na cabeça de quem criou o dialogo.

E naquele faz de conta começou a peça artística daqueles pingos de gente, que nem sequer sabiam o que estavam dizendo.

Tempinhos bons aqueles!

Abriram as cortinas e aparece um tiquinho de gente de uns 8 anos vestido de mosquito com um ferrão de plastico se arrastando pelo chão e se dizendo ser o tiranaboia (se fosse hoje aquele mosquito estava mais para o mosquito da dengue) e em seguida aparece outro vestido de barata se dizendo ser o escaravelho.

E o dialogo era bem assim:

Dizia o mosquito:

Eu sou o tiranaboia
Besouro do Piauí
Quando finco meu ferrão num
Deixo a *tora cair

Em seguida a barata responde:

Você não é tiranaboia
Nem besouro do Piauí
Você é um rola bosta
Besouro mesmo daqui!

Revejo esse dialogo nas minhas memórias, coisas de crianças, inocentes crianças, mas que retrata uma situação infernal que é a que vivemos hoje.

* tora pra quem sabe é pedaço

11 de maio de 2019

Memorias de Mandubé II

02:37 0 Comments

Pois o mandubé estava tão apaixonado que emagreceu. Já não era o mesmo, vivia no mundo da lua sonhando acordado.
E enquanto isso a princesa da Dona Meisinha estava em greve de fome. Já não dormia na sua linda cama forrada de cetim
O desgosto era tanto que se mudou de mala e cuia pra debaixo da cama e Dona Meisinha já vivia com a coluna torta de tanto se agachar e pedir pra sua princesa sair daquele lugar escuro.
Não teve jeito o negocio era fazer o tal casamento. Casar a sua pura raça com o pé rapado mandubé que não tinha onde cair morto.
Marcou a visita e logo cedinho chegou na casa do Mandubé para fazer o pedido de casamento.
E assim foi feito, Mandubé casou com a princesa com direito a festa convidados e tudo.
E nem foi preciso questionar onde morariam pois o ingrato do Mandubé se mandou pra casa da princesa.
Em casa ficou o vazio. A saudade de mandubé era grande. Mas, fazer o que?
Com certeza o Mandubé não voltaria nunca mais. A sua vida agora era outra, casado, pai de família, granfino e metido a besta também.
Logo logo chegaria o Natal e resolveram fazer uma visita a Mandubé.
O que levariam de presente para o tão fiel amigo do passado?
Uma galinha assada com arroz que ele tanto gostava?
Não Não. Melhor mesmo era comprar um osso desses que vendem nas lojas.
Antes o Mandubé comia osso de boi, de cabra, de porco.
Mas naquela casa com certeza era tudo muito fino, melhor mesmo era levar um osso pronto, ou melhor, imitação de osso.
E assim foram. E chegando lá a surpresa! Lá vem Mandubé, gordo e barrigudo metido dentro de um paletó de gravata tão apertada que dava impressão que estava sem folego!
E o final da história conto na próxima!

14 de dezembro de 2018

Eleição pra Prefeito

10:06 0 Comments

Quem não lembra das histórias que ouvíamos quando crianças?
Tempos bons aqueles. E por falar nisso não vamos esquecer que o dia 20 de março é o dia do contador de histórias

Pois bem! vamos aos fatos!

Era apaixonada por histórias. 
Chegava a ficar de boca aberta ouvindo o tê-rê-tê-tê do contador de histórias que não tinha a menor cerimonia em narrar os fatos que aconteceram não sei quando e onde. Histórias de trancoso como chamava.

Sentávamos na calçada, e fazíamos uma roda em volta do contador das mais mirabolantes histórias.
Geralmente o palco era composto de mais de 20 curiosos. As vezes minha mãe também contava algumas e das boas.

Havia uma pequena cidade que não sei onde fica, que vivia aqueles momentos das disputas dos partidos para eleger o prefeito da cidade.
Era uma briga danada. Porque um era melhor que o outro segundo os seus aliados.
E eu com meus botões ficava revendo aquela história porque eu sei como o povo da minha terra eram valentes quando se tratava de defender os seus candidatos.

A coisa era tão seria que me recuso em descrever como o negocio era feio quando o assunto era politica.
Mas voltando ao contador de histórias. Foi lá não sei aonde que aconteceu a eleição pra prefeito da cidade. E naqueles tempos segundo ele a apuração dos votos era feita manualmente.
Em um enorme salão com uma mesa completa de autoridades cuja missão era avaliar se existia ali alguma maracutaia.
E se alguém tinha essa intenção quebrava a cara porque mil olhos em cima dos votos era impossível qualquer tramoia.
Pois bem, estava iniciada a contagem dos votos depois das eleições.
Ninguém arredava o pé das urnas lacradas e fechadas a sete chaves, mais correntes e cadeados caso passasse por ali uma ventania e se atrevesse a abrir as urnas.
Sem brincadeira, o próprio ouro perdia o valor diante daquele tesouro que eram os votos.
Foi dada a partida, ou seja: voto pra fulano e voto pra sicrano.
E por incrível que pareça as cinco da manhã terminaram a contagem que pra surpresa de todos deu empate. Assim disse o contador de histórias.

Aí foi demais! gente que precisava ir ao banheiro não foi porque decidiram recontar os votos pois não era possível tamanha coincidência.
E assim nesse lenga lenga se passou uma semana, os votos encardidos de tanto passar de mão em mão pra ver se existia a diferença e nada.
E eu já estava ficando irritada com essa história velha sem pé e nem cabeça. A meninada também.
Por fim contou ele que nessa terra de São Nunca essa disputa continua até hoje e o povo envelheceu, outros morreram sem saber o resultado das eleições.
Creio eu que um dos candidatos morreu também de velhice e o outro assumiu a prefeitura e acabou a história na santa paz de Deus.

https://www.recantodasletras.com.br/autores/emedelu

12 de dezembro de 2018

Meu Blog e Eu

12:53 0 Comments

Eu e meu blog. Carne e unha. Quer dizer, eu em pessoa. Sem tirar e nem por. Mas que por diversas razões deixei de escrever. De contar os causos.
Vontade até que tenho, tive e terei. Mas só vontade não resolve e inspiração está alem da própria vontade.
Pra quem não conhece o blog da chica chata eu explico:
Chica era a costureira da minha mãe. E eu, uma menina metida a besta que gostava de meter o bedelho em tudo. Creio eu que já nasci assim.
Com cinco anos de idade eu sabia fazer de tudo acreditam? Pelo menos acreditava piamente que sim.
Até lembro do dia que fui consertar a máquina de costura da minha mãe e ao finalizar sobraram mais da metade das peças.
Levei um mês com a minha mãe no meu pé. Mas, consegui.
Sou daquelas pessoas que diz assim: "quando eu cair vou cair em pé" rs!
E se naquele tempo era assim, pra minha surpresa depois que cresci e amadureci fiquei pior.
Não consegui acalmar os ânimos. Estou sempre inventando alguma coisa. A imaginação quando quer, é a mil por hora e quando não estou no meu vai e vem de deixar as pernas e a cabeça só o pó da rabiola me ataca uma depressão de cair os queixos.
Remédios? nem pensar pois não resolve. Me deixa mesmo é parecendo alma penada dormindo em pé. 
Digo sempre que as minhas mãos, "PRESENTE de DEUS" é medicamento pra todos os meus males, sejam eles físicos ou mentais.
Pra quem acredita que não pode: digo uma coisa.
Eu criei uma empresa sem um centavo no bolso. Só com a cara e a coragem.
Deus e Eu. E mais ninguém. E isso foi a 23 anos. E continuo na batalha até hoje.
E sem sombra de dúvida o que mexeu com os meus miolos foi essa crise que está aí até hoje. 
É duro trabalhar de domingo a domingo, dia e noite sem descanso, e ver o seu trabalho chegar ao ponto que chegou.
Não é do meu feitio contar misérias. Como eu disse vou cair em pé. E nas outras postagens quem sabe voltarei ao assunto.
Mas o assunto aqui é falar sobre o blog:
O blog é isso, histórias da minha infância feliz, lá na minha cidadezinha do interior.
O meu oficio naquelas épocas?
Encher o saco da minha mãe e da sua costureira e de quem mais achava interessante.
Sejam portanto bem vindos ao meu blog!

19 de dezembro de 2017

A História de Sabugo

23:54 1 Comments

Acredito que nesse mundo não existia uma pessoa pra ter mais histórias do que eu. 
Era sair de casa e voltar com uma história diferente. 
O caminho da escola que não era muito distante, um quarteirão. E pra se ter uma ideia quarteirão em cidadezinha pequena já sabe como é. É bem ali.
E nessa minha viagem de todos os dias era cada uma que só Deus pra ter misericórdia.
Embaixo de uma arvore existia ali um senhor que adotou a arvore como sua moradia.
Era ele, suas coisas pessoais e um cachorro. Quase sempre ao sair de casa eu pegava um pedaço de pão ou uma bolacha para dar ao cachorro que sempre, sempre ao me ver abanava o rabo.


1 de março de 2017

A fofoca equivocada

13:41 1 Comments


Seu menino diga logo
Pare de tanto arrodeio
Conte logo essa história
Antes que me aborreça
Desembuxe esse fuxico
Já que veio todo proza
Azucrinar meu juízo

Lazarento fofoqueiro
Correio da má noticia
Que vive nos pé das porta
Escuitando mexerico
Coisa mais feia cumpadre
É home que veste calça
Falar mal da vida aleia

Esse leva e traz danado
Inda vai lhe aborrecer
Fala mal de todo mundo
Num tem mais o que fazer?
Me diga por caridade
Qual que é a novidade
Que o senhor vei me trazer?

E pisiu pisiu daqui
E pisiu pisiu de lá
Orelha doida pra ouvir
E língua solta pra falar
Destrinchando a fofoca
Quando chegou dona chica
Prima de dona maroca

É mentira desse cabra
Fofoqueiro sem vergonha
Individo sem futuro
Língua de trapo medonho
Calma, Chiquinha calma
Tô mesmo é arretado
Pensando que é noticia
Mas é dinheiro emprestado

Autor: Maria de Lourdes





4 de dezembro de 2016

Chá Disso, Chá Daquilo, Chá Daquilo Outro

07:41 0 Comments


Com certeza você já deve ter ouvido essa expressão!
Chá disso, chá daquilo, chá daquilo outro, aqui no meu artigo, trata-se do enorme conhecimento que a minha mãe tinha a respeito de chás.
E que maravilha que era! Com certeza já nasci tomando chá disso e chá daquilo ou seja chá de erva doce ou chá de camomila.
Lembro que a minha mãe tinha um espaço reservado para guardar os seus ingredientes para os santos chás que resolvia, era tiro e queda. Tomou sarou. E da minha mãe herdei esses costumes maravilhoso pois me tornei uma fã incondicional de chá disso, chá daquilo e chá daquilo outro.
O chá é sem dúvida um presente da natureza e a minha mãe, com certeza, assim como eu,  herdou esse hábito da sua mãe também. Por isso dizemos: de geração a geração os chás porque é a mais pura realidade.
E já que estamos falando de chá disso e chá daquilo e etc.. não posso deixar de falar no chá de Ipepaconha. Conhecido do Nordeste como papaconha. Outro chá que a minha mãe amava demais era chá de carqueja e chá de macela.
Chá das cascas de árvores como aroeira, ipê roxo, balsamo, umburana de cheiro e muitos e muitos outros. E o que era mais importante, conhecíamos a procedência das arvores. Lembro bem que fui curada de uma dor na perna com aroeira. A minha mãe fervia as cascas, depois colocava sal grosso e lavava a minha perna todas as noites antes de deitar. Conhecíamos também um santo remédio para feridas no útero que era malva do reino, conhecida também como malva da folha grossa. A minha mãe pegava as folhas batia no liquidificador com um pouco de água, colocava na geladeira e tomava meio copo por dia.
Chá para nervosismo era o chá de erva cidreira ou capim santo plantados lá no quintal de casa.
Problemas nos rins? bastava usar as folhas do pé de abacate.
Pra diarreia eram as folhas de goiaba. Chá das folhas do pé de laranja com mel realmente me faz lembrar dos cuidados da minha mãe.
E o mastruz? e minha mãe com a sua sabedoria dizia, não pode usar muito mastruz.
Hoje tenho todos esses chás na minha casa e continuo com os mesmos costumes que com certeza vão passando de pais pra filhos.
Existe também no Nordeste um medicamento muito conhecido e que já salvou muitas vidas. Não é chá mas a minha mãe tinha na sua farmácia maravilhosa: Chama-se "Aguardente Alemã" e todas as vezes que vou ao Nordeste compro e nunca deixo faltar na minha farmácia caseira.
Creio que o amor pelas plantas e o respeito, cuidados e agradecimento à natureza faz parte do processo de cura quando recorremos a ela para cuidar dos nossos males.



25 de outubro de 2016

Nos Tempos da Chica e das Eleições

04:35 2 Comments


De toda aquela confusão eu mesma não entendia patavinas nenhuma e também não queria entender porque nunca gostei de muito hem hem hem.
Sei apenas que em épocas de eleição o bicho pegava fogo lá na minha cidadezinha do interior que não devia um centavo pra ninguém. Eu acho. Eram dois partidos, cada um mais afoito que o outro.
Na casa da Chica as encomendas diminuíam porque a Chica era de um partido e as clientes que eram do outro queriam ver o diabo e não a Chica.
Eu mesma que sempre fui meia do contra com meus 10 anos era dos dois. Porque era uma situação de pedir misericórdia a Deus. Na casa do meu pai e da minha mãe todos eram de um partido só, os funcionários do meu pai também.
Eu é quem tinha que me virar com essa história de partidos A e B porque minha grande amiga era do partido B e meus pais do partido A. Na escola nem se fala, e na saída das aulas todos os dias tinha uma briga. Aqueles pirralhos que mal tinham saído das fraldas já carregavam no sangue a politica ensinada pelos pais.
E naquela época existiam os tais comícios e passeatas. Minha simpatia era pelo partido do meu pai, mas não conto as vezes que na companhia da minha melhor amiga fui para o comício contrário escondido pra ninguém saber.
Não saber? duvido! cidade pequena é o diabo, no dia seguinte era a primeira coisa que meu pai sabia.
- O que era que a senhora estava fazendo no comício de...
E eu com a cara mais lambida do mundo simplesmente dizia: eu mesma não. Chame aí o fuxiqueiro pra provar!
Eleitores do partido A e partido B quando se encontravam não prestava não. A coisa era feia. Quem era amigo, nessas épocas deixava de ser. E pelo que eu pude observar ainda hoje é assim. E eu que imaginava que selvageria só existia naquele lugar, me enganei, quebrei a cara porque hoje estou vendo coisas iguais ou piores. 
Lembro que no dia das eleições vinham policiais do exercito para garantir a ordem. Também era proibido a venda de bebidas alcoólicas. Também as pessoas dos partidos ofereciam almoço para aquelas que vinham dos sítios ou fazendas, para votar.
A minha mãe também fazia uns panelões de arroz, feijão e carne. E depois das eleições e da posse, as freguesas da Chica retornavam com cara de Amelia, alegando que a Chica estava botando boneco! 
Tudo mentira, porque eu via tudo e mais um pouco!
Enfim a pendanga continua a mesma, tanto aqui como lá. E não duvido que um cliente deixe de comprar em determinada loja porque o dono é de outro partido.
Também não duvido se alguém morrer ou bater as botas só compareçam pro enterro pessoas do mesmo partido.
Nesse mundo velho que até hoje não colocaram a porteira, não duvido de mais nada.
Se fosse nos tempos da Chica perguntaria pra ela que gosto tem o poder. E ela com certeza diria de mel. 

3 de outubro de 2016

Recado do Assistente ao Doutor

02:00 2 Comments




Existia numa pequena cidade, um hospital e um doutor.
E um certo dia, chegou todo esbaforido o assistente que era além de assistente, o conselheiro e o jornal ambulante do hospital. E nesse dia chegou ele com a grande noticia.

Disse o doutor:
Seu menino diga logo
Pare de tanto arrodeio
Conte logo essa história
Antes que me aborreça
Desembuxe esse fuxico
Já que veio todo proza
Azucrinar meu juízo

Então o assistente já foi direto ao assunto:

Pois o senhor que se avexe
Pegue um caderno e um lápis
E vá pra escola estudar
Senão a moçada aí
Vão tomar o seu lugar

Lá na instituição
Chegou uma carrada de médicos
De longe eu contei mais de cem
É médico que não acaba mais
E em tudo que é especialidade
Convocando outros médicos
E vão ensinar ao doutor também!

E o doutor  respondeu:

Era só o que me faltava
Depois de velho aprendido
Estudado e diplomado
Voltar de novo a estudar.

Pois é a moda doutor
Que o senhor tem que acompanhar.
O doutor que me adesculpe
Essa minha ousadia
Mas seu saber é do passado
Não acompanha a sabedoria

As doença do passado
Era papeira e sarampo
Catapora dor de lado
Lombriga e bucho virado
O doutor pra ser doutor
Tá meio disatualizado
Me adesculpe a franqueza
Está mais pra benzedor.

Se avexe logo e vá pra escola
Para aprender coisas novas
E assim o povo ajudar
Hoje é tudo diferente
Até as doenças mudaram
É Zica, é chikuncunha
É depressão é stress
E essas são só as pequenas
Que as grande não vou contar

E pra saber lidar com elas
O doutor vai ter que estudar
Os moços lá é gente fina
Todos bonitos e cheiroso
O senhor vai sentir é gosto
Quando naquela sala entrar
Para de novo estudar

E cá aqui, entre nos
Os remédios também estão mudando
Sabe aquela dor de barriga
Que o doutor estava me tratando?
Me passou foi Alkasete
Que nem estão mais fabricando

E diante desse tralálá todinho respondeu o doutor

Chega de tanta conversa
Que já entendi o recado
Depois de velho e barbado
Vou ter que de novo estudar.
E faço com muito gosto
Pra população ajudar.

Digo com sinceridade
Mesmo não sendo especializado
E com tão pouco saber
Já salvou muita gente na cidade.
Com sua dedicação tamanha
E sua arte de cuidar.
Vai aprender muita coisa
Mas, também vai ensinar.

Maria de Lourdes

28 de setembro de 2016

Reunião dos Sabiás

00:50 2 Comments
Imagem: Fotos e fotos

Nos arredores da cidade a comunidade dos sabiás se reuniam.

Em reunião solene, traçavam os seus planos. Ocupariam todas as arvores da cidade, marcariam território e com todas as forças dos seus potentes pulmões convidariam as sabiás para juntos formarem uma bela família.

E comentavam entre si:

Ouviremos muitos palavrões, nos mandarão pra uns lugares que só eles conhecem, baterão portas e janelas, outros nos atirarão pedras nas nossas perninhas de sabiás e não fosse Deus para nos dar asas não sei o que seria.

Eles são assim mesmo, tomaram o nosso lugar e querem nos colocar pra fora.

Algum filho de Deus nos ama, outros se pudessem nos colocariam nas gaiolas. Vamos arrumar as malas que o grande dia está chegando.

E assim é que é. Logo logo o grande concerto dos sabiás começa. E eu amo o canto dos sabiás, que as quatro da manhã cantam em três arvores perto da minha casa.

Maria de Lourdes 

18 de abril de 2016

Ponte do Futuro da Chica Chata!

12:36 0 Comments

Incrível essa ponte!


Lá pras bandas da minha infância, onde a imaginação era a causadora de tantos atropelos na minha vida e tantas dores de cabeça para o meu pai e a minha mãe, lá pra essas bandas aí, quis eu construir uma ponte utilizando um pé de mamona que nasceu e cresceu justamente no pé do muro do quintal da minha casa e pra sua sorte ou azar existia eu naquela perseguição infeliz de imaginar que aquele pé de mamona seria a ponte para que eu pudesse subir no telhado da minha casa com o objetivo de investigar se lá por cima existia um buraco por onde deveria passar a tal de cegonha que de dois em dois anos enchia a casa da minha mãe de meninos pra encher meu saco com aquelas chupetas que não paravam na boca de jeito nenhum.
Era a chupeta cair da boca e o menino chorar e eu já que não tinha serventia nenhuma pelo menos que fosse até ali acudir o chorão devolvendo a chupeta na boca enquanto a minha mãe preparava a mamadeira.
E aquele pé de mamona seria a solução para os meus problemas interiores, subiria de vez em cima daquela casa e encheria aquele buraco de cacarecos e folhas e duvido que cegonha nenhuma viesse mais entrar ali com tanto menino!
E os anos se passaram, e vai daqui e vai dacolá quando um dia eu vi pela primeira vez o viaduto do chá e quase caí de costas, de tanto que olhei, tentando entender como foi que subiram até ali e colocaram aquela ponte.
Depois vieram as pontes sobre as águas. Cheguei mesmo a perder noites de sono imaginando como é possível construir pontes dentro do mar.
Eu, até hoje não acredito numa coisas dessas.
Mesmo vendo não acredito!
Essa história de ponte é realmente um assunto cheio de mistérios. Tem até uma novela que se chama a ponte dos suspiros, imagine só a quantidade de nomes que possuem as pontes pelo mundo afora.
Uma outra conheço bem:

A PONTE DA AMIZADE!

E a conheci um certo tempo atras quando eu toda emperiquitada, de roupa social e salto alto me debandei lá para o lados do Paraguai pra comprar presente barato.
Amarguei o pão que o diabo amassou atravessando aquela ponte lotada e um calor infernal pra nunca mais querer saber de ponte de amizade nenhuma na minha vida.
E para retratar aqui o meu relato bem que procurei nas minhas imagens uma ponte. E foi quando me lembrei das imagens do google.
Vi ponte de tudo quanto é jeito. Algumas até que serviriam, mas Deus me livre e guarde de pegar a ponte dos outros já que sou meia azarada pros lados de ponte.
Lembro que ao me deparar com o viaduto do chá, de tanto olhar pra cima quando baixei a cabeça foi um zum zum zum nos ouvidos, fiquei tontinha e quase não me aprumo pra seguir em linha reta rumo ao meu destino.
Não senhor! macaco velho tem medo de cumbuca e nessa de ponte estou feito gato escaldado com medo de agua fria!
Até que tentei desenhar uma.
Mas, cadê a vocação pra desenhar?
Quem me dera saber! apenas consegui uns rabiscos com quatro estacas.
E eu mesma deduzi!
Não, não, isso não é uma ponte.
Por fim surgiu a ideia de criar a minha própria ponte.
Eis aí então a obra!

7 de abril de 2016

LÁ ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS

16:19 2 Comments

Se pudéssemos parar o tempo e escolher os nossos destinos,
Se num passe de mágica pudéssemos fazer a nossa própria história,
Eu juro!
Que voltaria no tempo!
Eu voltaria de mala e cuia lá pra onde dizem que judas perdeu as botas!
Não sei onde fica!
De certo nesse lugar talvez eu fosse feliz!
Eu queria voltar no tempo e nunca ter frequentado uma escola!
Eu queria não ter conhecido essa civilização!
Eu queria ter nascido lá no mato e só conhecer os bichos!
Lá não existe essa história de religião! 
A Natureza já é o maior exemplo de vida que Deus deixou plantado na terra e que os homens hoje fingem que não conhecem!
Lá onde judas perdeu as botas, e não sei onde é, os homens não se destrói uns aos outros!
AH! como eu queria não saber ler!
Para não entender tanta ignorância!
Estampada nas fisionomias e nos jornais!
Eu que não passo de um simples grão de areia e vivo metida nessa multidão!
É tanta mentira!
É tanta corrupção!
É tanta gente tirando de quem nada tem!
E vejo a minha terra que nasceu para ser santa,
Entregue assim em mãos de gente sem piedade!
Como eu queria viver lá dentro do mato!
E nunca ter ouvido falar na politica desses cidadãos!
Maria de Lourdes


10 de janeiro de 2016

CÓPIA DE CHEQUE DEVOLVIDO!

19:25 2 Comments

Pois bem! depois da postagem "Vamos Cooperar" que achei o máximo, e como tem gente folgada nesse mundo e depois da postagem "Conversa pra Boi Dormir" surge aqui na minha mente uma postagem que é exatamente a cara cagada e cuspida das duas. É a Copia de Cheque Devolvido que circula lá pras bandas do meu email, parecendo lagartixa quando quer pegar um mosquito. 
E que as donas lagartixas me perdoem, tadinhas, pois sendo obra da criação, um presente da natureza, entram nas nossas casas pura e simplesmente pra pegar mosquitos e aranhas que aparecem pra encher o saco!
Meu antivirus já avisou!
CUIDADO!
Ô Copia de Cheque Devolvido, guardado a sete chaves!


Pois tome aqui que vou abrir!


Tome tenência aí pois desde o dia que inventaram cartão, nunca mais peguei em cheque.
Que cheque é esse meu irmão? Nem passo e nem recebo cheque de jeito nenhum. A minha caixa de email está superlotada com esse seu Copia de Cheque Devolvido! Tome jeito!
Tem uma música que é a sua cara visse? Quer ver?

Secretário do Diabo

O diabo quando não vem,
Manda um secretário
Eu não vou nessa canoa,
Que eu não sou otário
Eu reconheço que ela é muito boa,
Mas não vou nessa canoa que dá confusão.
Quando ela passa é provocando um desafio,
Sinto logo um arrepio no meu coração.
Eu não vou na onda nem no conto do vigário,
Que o diabo quando não vem,
Manda sempre um secretário.
Quando ela chega na repartição,
É aquele rebuliço, é aquela confusão
Dá um sorriso e se senta na cadeira,
Mas de uma tal maneira que eu vou te contar
Não vou na onda nem no conto do vigário
Que o diabo quando não vem,
Manda sempre um secretário.



23 de setembro de 2015

CONVERSA PRA BOI DORMIR

11:18 0 Comments

É realmente fantástica a soma em dinheiro que recebo por dia proveniente de quem, só Deus sabe! 
Quem será esse doador misterioso que passa o dia inteirinho que Deus dá fazendo depósitos milagrosos na minha conta? 
E diante de uma crise dessas que leva o dinheiro a sumir da mão do povo, fica eu aqui recebendo comprovantes de depósitos que se somados daria pra comprar uma cidade inteira.
Eu que sou acostumada a trabalhar, que sou do toma lá da cá, e cá aqui entre nós, que eu saiba, desde o dia que nasci, nunca fiquei sabendo que ninguém na face da terra me deve um centavo furado, pela lógica, o fato é que se ninguém me deve, como pode uma pessoa sozinha receber tantos depósitos.
E mais um detalhe: Não vendo fiado. Pagar depois não é comigo não.
E se assim é: de onde provem tanto deposito que esse povo faz na minha conta, de manhã, de tarde, de noite e de preferência de madrugada?
Então que me digam uma coisa: É ou não é conversa pra boi dormir?
E olhe a situação do saldo: R$ 1,00
Robozinho fuleiro, safado e sem vergonha esse aí viu? Pensa que a gente é trouxa! Será que vou cair na besteira de abrir esse link ou arquivo zipado para ver de quanto foi esse deposito se ninguém me deve um centavo?
De 100 emails que recebo, 99 são de depósitos.

E como diz o Suricate: "MARMININO"

Eu não digo que tou mole.
"Nois Aqui É Besta, mas nem tanto!
Robozinho lazarento!
Nois aqui não é de acreditar em lero lero, nem em hem, hem hem.
Nois aqui é da lida! 
E nem em premio de loteria nois temos pra receber pois nois não joga!
Guarde aí os seus depósitos, que nois é pobre, mas não quer não visse?

Maria de Lourdes

21 de maio de 2015

O Filhotinho de Sapo

19:17 0 Comments

E lá pelos meus 6 ou 7 anos, estava a caminho da escola quando me deparei com a seguinte situação:
Um coitadinho de um sapo que deveria estar saindo da sua infância de sapo em busca de alimento quando se viu frente a frente de um batalhão de meninos, cada um com uma pedra na mão.
E o meio filhote encurralado no pé de uma parede, sem ter para onde correr tinha o coração quase saindo pela boca.
Aquela situação me deixou revoltada. Pois aqueles fedelhos, não tinham a menor vergonha de querer trocar os seus juízos com um sapo, ainda mais um recém-saído da sua infância que de certo deveria ter a mãe para protege-lo e estava agora a vagar na busca pela sua sobrevivência.
Minha ideia naquele exato momento era pegar o sapo colocar dentro da bolsa, levar para casa. Mas o medo do sapo me morder era maior que a vontade de salva-lo do apedrejamento.
Então não tive outra escolha senão criar ali mesmo a mais deslavada das mentiras.
“Minha mãe falou que quem mata sapo morre ou atropelado ou enforcado. Está escrito nos livros das bruxas”. 
E só vi mesmo gente soltando a pedra no chão e sem exagero vi gente até passando a mão no pescoço para ver se estava tudo bem.
E o bebê sapo, que do mundo dos humanos não entendia patavinas nenhuma simplesmente olhou para mim e disse:
Cuidado viu?
Quem mente morre de fome.
Não acreditei no que ouvi! 
E por isso? perna pra que te quero? Fui pra escola e na volta chegando em casa, mal contive o susto.
O sapo estava no jardim da casa da minha mãe embaixo de uma arvore.
Para compensa-lo do susto meus colegas o trouxeram dentro de uma caixa de sapato e o entregaram ao meu irmão, dizendo: 
Quem cuida de sapo nunca morre e quando cresce fica rico. 
Minha mãe falou que toda pessoa rica cria um sapo em casa.
E assim foi. E o sapo viveu por muitos e muitos anos.


4 de dezembro de 2014

PRONTINHA PRA GUERRA

01:45 0 Comments

O tremendo reboliço que estava acontecendo na rua fez a dona Carlota acordar no meio da noite.
Afinou os ouvidos para entender o que estava acontecendo e por mais que tentasse não conseguia entender uma só palavra.
Mas, que diabos será isso? 
Vestiu a sua camisola, abriu a porta de fininho porque os tiros e as bombas até estremeciam as panelas penduradas acima da pia que ela fazia questão de exibir de tão limpas e polidas.
Saiu de porta a fora, descabelada e sem dente que mais parecia uma assombração.
E o alvoroço e a bala zinindo no meio da noite, quase que mata dona Carlota do coração.
Na pontinha do pé saiu com um pé na sandália e outro no sapato. Na correria nem viu esse detalhe. Abriu a porta. E foi escorregando de porta a fora até chegar na calçada.
Cadê o povo?  alias a multidão que fez com que ela acordasse e sair feito um zumbi?
Olhou pra um lado, olhou pra o outro, e na rua não existia uma alma viva para lhe contar o que aconteceu ali! Só o silencio, o vento e o clarão da lua cheia e aquela marmota no meio da rua, quer dizer ela.
Depois de levar o maior susto da sua vida que deixou o seu cabelo espetado parecendo palitos, outra bomba e tiros e mais tiros e eu sei lá se eram de balas de borracha, sei apenas que era o barulho da tevê do vizinho da Dona Carlota, ligada no volume máximo vendo um filme de bang bang, daqueles do velho oeste.
Correu pra dentro de casa fumaçando pra pegar uma vassoura e resolver essa questão na base da vassourada. Quando de repente sua filha acorda e encontra a mãe naquela situação pronta pra guerra. Tomou a vassoura e lentamente levou a Dona Carlota pra cama e não deu cinco minutos e estava ela roncando de tão profundo era o seu sono
No dia seguinte não lembrava de patavinas nenhuma, ou se lembrava não comentou. É que a dona Carlota era sonâmbula.
E via coisas que qualquer um duvida. Até eu mesma.
Autor: Maria de Lourdes

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14 de novembro de 2014

MEIA LÁ E MEIA CÁ. VOLTEI!

23:39 0 Comments

E dias vem e dias vão e nem bem o ano começou e já estamos nos preparando para 2015. 
Esperanças de novas conquistas é o que não falta, mesmo depois de umas férias prolongadas tiradas na marra. 
Bem que eu não estava querendo sair de jeito nenhum, porem só faltaram me colocar numa mala e despachar pra bem longe e só não fizeram isso porque realmente é impossível.
Cansaço, esgotamento físico e mental, noites e mais noites sem dormir, quem aguenta? Por acaso conhecem alguém que briga pra não ir dormir?
Experimente ficar sem dormir pra ver o que acontece! A primeira coisa é a tremedeira no corpo, depois vem a irritação e não existe um filho de Deus que suporte a sua pessoa. 
Aliás nem você mesmo se suporta! 
Depois vem dor aqui dor acolá e tome analgésico e nem mesmo o médico advinha o que você tem pois você disse tudo menos que odeia dormir!
E depois de muito lenga lenga, e zum zum zum no ouvido, tive que dar uma parada na marra como já disse.
É bem verdade que voltei meia esquisita, sem vontade de falar muito, será que estou com deprê? 
Era só o que me faltava!
A verdade é que estou proibida de ficar sem dormir, senão bate as botas e como não gosto da ideia é melhor obedecer mesmo que seja na marra! 
Quero só ver se vou ter inspiração dormindo sem querer!

E aqui estamos nós! Meia lá e meia cá, mas sem esquecer os amigos do coração!

15 de agosto de 2014

A PELEJA DE ZUMIRA E PATOLINA: TÁ ASSINADO

14:15 0 Comments
Imagem Pixabay
Mas, espie mesmo! a besta velha sem futuro, da dona Patolina, fazendo o maior bico doce pra não ir a delegacia dar parte daquele piolho de cobra.
AH PATA CHOCA!
Meu Deus do ceu.
Grudou na cadeira e não tinha um filho de Deus quem fizesse ela sair dalí e tomar uma atitude.
A pata entravou! e nem com reza braba fazia ela sair do lugar, com história de entrego tudo a Deus.
Não queria fazer isso com a lacraia!
Misericordia!
Vá ser besta assim lá nos quinto!
E o frangolino incapaz, e revoltado foi na delegacia e fez a queixa.
E imagine só a cara da dona Patolina quando recebeu a intimação para comparecer na delegacia.
Duvido agora a sra não ir viu?
Se não for, vem o camburão lhe buscar.
E que coisa mais linda vai ser a sra dentro daquele carro cheinho de grade.
Vão pensar que a sra. é uma meliante!
Alem de pagar o pato ainda vai passar esse vexame?
O QUÊ?
Apois eu vou, disse ela!
Que eu sou é mulher
Tinindo e zinindo
Pois não é que foi mesmo a danada?
Contou
Confirmou e
Assinou com todas as provas na mão.
E assinou e está assinado!

Maria de Lourdes