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14 de outubro de 2019

Memorias de Mandubé III

02:30 0 Comments
Um cachorro valente e fiel

E Mandubé ao ver os seus antigos donos por muito pouco não perde o rabo de tanta alegria e tanta felicidade.
E pra surpresa de todos entrou dentro do carro e não houve um só cristo de Deus que o retirasse de lá.
Nem mesmo a princesa que ao ve-la fez foi virar a cara.
Por aí dava pra se ver o desgosto de Mandubé em deixar o seu antigo lar para viver nesse palácio onde não tinha o direito de ser nem um cão, muito menos um vira lata pé duro e pé rapado como era chamado de vez em quando.
Mandubé como todo cão fiel ao seu dono retorna ao antigo lar.
Com os próprios dentes retirou aquele paletó que o deixava quase sem folego
Voltaria para casa, para o velho trabalho que era vigiar as vacas, porcos e galinhas. E quem sabe dentro de pouco tempo perderia aquela barriga que adquiriu naquela vidinha de não fazer nada.
A princesa que o acompanhasse, senão seria adeus para sempre!
Mas a princesa do colo da sua dona não saiu.
E assim é que foi a história de Mandubé
Um cachorro valente e fiel, que viveu muitos e muitos anos.

11 de maio de 2019

Memorias de Mandubé II

02:37 0 Comments

Pois o mandubé estava tão apaixonado que emagreceu. Já não era o mesmo, vivia no mundo da lua sonhando acordado.
E enquanto isso a princesa da Dona Meisinha estava em greve de fome. Já não dormia na sua linda cama forrada de cetim
O desgosto era tanto que se mudou de mala e cuia pra debaixo da cama e Dona Meisinha já vivia com a coluna torta de tanto se agachar e pedir pra sua princesa sair daquele lugar escuro.
Não teve jeito o negocio era fazer o tal casamento. Casar a sua pura raça com o pé rapado mandubé que não tinha onde cair morto.
Marcou a visita e logo cedinho chegou na casa do Mandubé para fazer o pedido de casamento.
E assim foi feito, Mandubé casou com a princesa com direito a festa convidados e tudo.
E nem foi preciso questionar onde morariam pois o ingrato do Mandubé se mandou pra casa da princesa.
Em casa ficou o vazio. A saudade de mandubé era grande. Mas, fazer o que?
Com certeza o Mandubé não voltaria nunca mais. A sua vida agora era outra, casado, pai de família, granfino e metido a besta também.
Logo logo chegaria o Natal e resolveram fazer uma visita a Mandubé.
O que levariam de presente para o tão fiel amigo do passado?
Uma galinha assada com arroz que ele tanto gostava?
Não Não. Melhor mesmo era comprar um osso desses que vendem nas lojas.
Antes o Mandubé comia osso de boi, de cabra, de porco.
Mas naquela casa com certeza era tudo muito fino, melhor mesmo era levar um osso pronto, ou melhor, imitação de osso.
E assim foram. E chegando lá a surpresa! Lá vem Mandubé, gordo e barrigudo metido dentro de um paletó de gravata tão apertada que dava impressão que estava sem folego!
E o final da história conto na próxima!

19 de março de 2019

Memorias de Mandubé

19:44 0 Comments
Se existe alguém nesse mundo que pra mim é um exemplo, esse ser era o Mandubé.
Não cheguei a conhece-lo, mas as histórias que ouço ao seu respeito é de tirar o chapéu.
Dizem que não existe dois seres iguais e eu concordo plenamente. Um pode ser melhor ou menor que outro, mas nunca nunca iguais.
E a quem possa interessar o Mandubé era o cachorro do avô do meu marido.
Nascido e criado na roça o mandubé era pau pra toda obra!
Vigiava as galinhas, as vacas, as ovelhas, os porcos, e ai de quem tentasse uma fuga que ele numa carreira só trazia de volta pra casa.
O mandubé acordava as 5 da manhã. Lavava o rosto num balde de água, dava uma sacudida para secar e corria para o pé do fogão a espera do seu cuscuz com leite com pedaços de nata.
E eu estou aqui contando esse caso porque eu mesma tenho um cachorro que pra comer alguma coisa primeiramente tenho que pesquisar se pode ou não, enquanto o mandubé comia de um tudo e nunca adoeceu.
Era tutu de feijão com farinha, mugunzá com arroz e farofa, buchada, e tudo quanto era fruta que lhe desse. 
Até manga o mandubé chupava.
E só teve um dia na vida que o mandubé arriou os quatro pneus. Foi quando um dia se apaixonou pela linda cadela de Dona Meizinha. Mulher besta metida a rica, que tinha uma linda cachorrinha toda branquinha e mandubé foi logo se engraçar com a princesa.
Foi amor a primeira vista. Mas, besta do jeito que aquela sirigaita era, nunca iria permitir esse namoro.
Numa tardezinha, chega ela toda esbaforida e com cara de briga para gritar aos quatros cantos daquele lugar chamado de muriçoca para dizer que desse um jeito em mandubé que estava se engraçando pros lados de sua princesa.
Que ela não tinha cachorro com pedigree e tudo, vacinada e cheirosa a talco para se amancebar com um cachorro sem beira e nem eira, um pé rapado, um cachorro pé duro.
Pois aqui entre nós o Mandubé era um pura raça de cachorro vira lata.
E o resto dessa história depois eu conto.

25 de janeiro de 2017

Isso sim é que é um céu!

06:36 4 Comments

E nas minhas observações onde até eu mesma também fiz ponto embaixo do pé de manga me chama atenção outra coisa.

Aliás já venho observando isso há tempos, mas com a mente ocupada com o entra e sai de visitantes no pé de manga terminei esquecendo de narrar o fato que me intriga e faz encher os miolos de caraminholas.

Mas, caraminholas que tem um quê, um fundamento. Não é uma caraminhola qualquer.

Essa não é fruto da minha imaginação. Está aí pra qualquer um ver e comprovar.

Isso sim é um céu que se preza! e pode olhar pro sul, norte, leste, oeste, faça uma volta completa olhando pra cima que não se vê uma gota de diferença.

Céu azul legitimo, e não uns céus que tem por aí cinzento que deixa a pessoa é desenganada da vida.

A pessoa já está cheia de problemas com essa tal de crise que pegou muita gente de calça curta, olha pra cima e vê um céu fubazento sem sol sem nada aí é que o desengano toma conta.

Mas olhando pra um céu assim, original dá até pra fazer de conta que problemas não existem.

Tenho certeza absoluta que é num céu assim é que os santos e anjos moram. E não num céu coberto de fumaça igual a muitos que tem por aí. Foi tanta ganância por esse mundo afora que encobriram até o céu, você olha pra cima e não vê uma nuvem branca, uma só pra contar história.

Esse céu autentico é assim, entra ano e sai ano é assim e só muda de cor quando as nuvens se enchem de água, chove e depois volta novinho em folha.

Não é a toa que pra essas bandas existem tantos poetas, o povo é alegre, não tem tempo ruim, e se tem a pessoa tem outra cabeça também com um céu desses! E digo mais, olhando pra esse céu até os encosto que atrapalham a vida da gente ficam com raiva e vão embora.




Tem coisas na vida que até Deus duvida!

00:48 0 Comments

"Tem coisas na vida que até Deus duvida"
E foi lá pelos caminhos da minha infância quando tudo ficava gravado na minha mente elétrica que ouvi esta frase e na casa da Chica.
Se falaram na casa da minha mãe me passou despercebida porque meu foco mesmo era a casa da Chica por onde passava as mulheres mais fofoqueiras e faladeiras da vida alheia que eu já conheci.
Nem sei como é que a Chica conseguia costurar com aquele blá blá blá no pé do ouvido.
O falatório era demais e parecia não ter fim pois começava com um assunto e saia por outro.
Bom, mas não estou aqui hoje para falar daquelas fuxiqueiras.
Meu negocio aqui hoje é o pé de manga que existe na casa da minha irmã. E se o espirito não me engana, parece que ainda tenho a mesma mania de vê nó em pingo d'água
O pé de manga ao qual me refiro é esse que está por traz do poste. 
A primeira vista é normal, normal, normal.
Igualzinho aos outros, que estão quase que grudados um no outro. Só que com tantos pé de manga espalhados por tudo quanto é lado esse pé de manga tem um quê, que até Deus duvida.
Tem ciência nesse pé de manga, e não me perguntem o quê, porque até eu mesma gostaria de saber.
O fato é que o pé de manga recebe visitas de manhã de tarde e de noite. 
Quem quiser procurar alguém já sabe ou está no pé de manga ou andou por lá. 
E pode-se até dizer ou pensar que é por causa das mangas.
Não é. Porque os outros também tem manga (no tempo certo é claro) e por lá não passa uma alma viva a não ser o vento, o sol, a chuva.
E esse alguém a quem me refiro são: camaleão, lagarto, preá, sapos, lagartixas, gafanhotos, calango, muriçoca, tatu, peba, louva-a-deus, cobras de tudo quanto é jeito. E pra encantar ainda mais o cenário quando vai caindo a tarde é só aguardar que a passarada da região inteira vem se hospedar no pé de manga. É uma briga danada em busca de espaço e enquanto isso nos vizinhos o silencio é de paz e tranquilidade.
Vou entender uma coisa dessas? Só digo que tem coisas na vida que até Deus duvida e esse pé de manga é uma delas.
E olhe só quem estava lá: todos os dias ele vem. Toma banho na piscina, depois toma banho de sol e não vai embora sem passar pelo famoso pé de manga.



Esse outro aqui veio fazer as necessidade na porta de um banheiro, acabou de sair do pé de manga.


4 de dezembro de 2016

Chá Disso, Chá Daquilo, Chá Daquilo Outro

07:41 0 Comments


Com certeza você já deve ter ouvido essa expressão!
Chá disso, chá daquilo, chá daquilo outro, aqui no meu artigo, trata-se do enorme conhecimento que a minha mãe tinha a respeito de chás.
E que maravilha que era! Com certeza já nasci tomando chá disso e chá daquilo ou seja chá de erva doce ou chá de camomila.
Lembro que a minha mãe tinha um espaço reservado para guardar os seus ingredientes para os santos chás que resolvia, era tiro e queda. Tomou sarou. E da minha mãe herdei esses costumes maravilhoso pois me tornei uma fã incondicional de chá disso, chá daquilo e chá daquilo outro.
O chá é sem dúvida um presente da natureza e a minha mãe, com certeza, assim como eu,  herdou esse hábito da sua mãe também. Por isso dizemos: de geração a geração os chás porque é a mais pura realidade.
E já que estamos falando de chá disso e chá daquilo e etc.. não posso deixar de falar no chá de Ipepaconha. Conhecido do Nordeste como papaconha. Outro chá que a minha mãe amava demais era chá de carqueja e chá de macela.
Chá das cascas de árvores como aroeira, ipê roxo, balsamo, umburana de cheiro e muitos e muitos outros. E o que era mais importante, conhecíamos a procedência das arvores. Lembro bem que fui curada de uma dor na perna com aroeira. A minha mãe fervia as cascas, depois colocava sal grosso e lavava a minha perna todas as noites antes de deitar. Conhecíamos também um santo remédio para feridas no útero que era malva do reino, conhecida também como malva da folha grossa. A minha mãe pegava as folhas batia no liquidificador com um pouco de água, colocava na geladeira e tomava meio copo por dia.
Chá para nervosismo era o chá de erva cidreira ou capim santo plantados lá no quintal de casa.
Problemas nos rins? bastava usar as folhas do pé de abacate.
Pra diarreia eram as folhas de goiaba. Chá das folhas do pé de laranja com mel realmente me faz lembrar dos cuidados da minha mãe.
E o mastruz? e minha mãe com a sua sabedoria dizia, não pode usar muito mastruz.
Hoje tenho todos esses chás na minha casa e continuo com os mesmos costumes que com certeza vão passando de pais pra filhos.
Existe também no Nordeste um medicamento muito conhecido e que já salvou muitas vidas. Não é chá mas a minha mãe tinha na sua farmácia maravilhosa: Chama-se "Aguardente Alemã" e todas as vezes que vou ao Nordeste compro e nunca deixo faltar na minha farmácia caseira.
Creio que o amor pelas plantas e o respeito, cuidados e agradecimento à natureza faz parte do processo de cura quando recorremos a ela para cuidar dos nossos males.



25 de outubro de 2016

Nos Tempos da Chica e das Eleições

04:35 2 Comments


De toda aquela confusão eu mesma não entendia patavinas nenhuma e também não queria entender porque nunca gostei de muito hem hem hem.
Sei apenas que em épocas de eleição o bicho pegava fogo lá na minha cidadezinha do interior que não devia um centavo pra ninguém. Eu acho. Eram dois partidos, cada um mais afoito que o outro.
Na casa da Chica as encomendas diminuíam porque a Chica era de um partido e as clientes que eram do outro queriam ver o diabo e não a Chica.
Eu mesma que sempre fui meia do contra com meus 10 anos era dos dois. Porque era uma situação de pedir misericórdia a Deus. Na casa do meu pai e da minha mãe todos eram de um partido só, os funcionários do meu pai também.
Eu é quem tinha que me virar com essa história de partidos A e B porque minha grande amiga era do partido B e meus pais do partido A. Na escola nem se fala, e na saída das aulas todos os dias tinha uma briga. Aqueles pirralhos que mal tinham saído das fraldas já carregavam no sangue a politica ensinada pelos pais.
E naquela época existiam os tais comícios e passeatas. Minha simpatia era pelo partido do meu pai, mas não conto as vezes que na companhia da minha melhor amiga fui para o comício contrário escondido pra ninguém saber.
Não saber? duvido! cidade pequena é o diabo, no dia seguinte era a primeira coisa que meu pai sabia.
- O que era que a senhora estava fazendo no comício de...
E eu com a cara mais lambida do mundo simplesmente dizia: eu mesma não. Chame aí o fuxiqueiro pra provar!
Eleitores do partido A e partido B quando se encontravam não prestava não. A coisa era feia. Quem era amigo, nessas épocas deixava de ser. E pelo que eu pude observar ainda hoje é assim. E eu que imaginava que selvageria só existia naquele lugar, me enganei, quebrei a cara porque hoje estou vendo coisas iguais ou piores. 
Lembro que no dia das eleições vinham policiais do exercito para garantir a ordem. Também era proibido a venda de bebidas alcoólicas. Também as pessoas dos partidos ofereciam almoço para aquelas que vinham dos sítios ou fazendas, para votar.
A minha mãe também fazia uns panelões de arroz, feijão e carne. E depois das eleições e da posse, as freguesas da Chica retornavam com cara de Amelia, alegando que a Chica estava botando boneco! 
Tudo mentira, porque eu via tudo e mais um pouco!
Enfim a pendanga continua a mesma, tanto aqui como lá. E não duvido que um cliente deixe de comprar em determinada loja porque o dono é de outro partido.
Também não duvido se alguém morrer ou bater as botas só compareçam pro enterro pessoas do mesmo partido.
Nesse mundo velho que até hoje não colocaram a porteira, não duvido de mais nada.
Se fosse nos tempos da Chica perguntaria pra ela que gosto tem o poder. E ela com certeza diria de mel. 

3 de outubro de 2016

Recado do Assistente ao Doutor

02:00 2 Comments




Existia numa pequena cidade, um hospital e um doutor.
E um certo dia, chegou todo esbaforido o assistente que era além de assistente, o conselheiro e o jornal ambulante do hospital. E nesse dia chegou ele com a grande noticia.

Disse o doutor:
Seu menino diga logo
Pare de tanto arrodeio
Conte logo essa história
Antes que me aborreça
Desembuxe esse fuxico
Já que veio todo proza
Azucrinar meu juízo

Então o assistente já foi direto ao assunto:

Pois o senhor que se avexe
Pegue um caderno e um lápis
E vá pra escola estudar
Senão a moçada aí
Vão tomar o seu lugar

Lá na instituição
Chegou uma carrada de médicos
De longe eu contei mais de cem
É médico que não acaba mais
E em tudo que é especialidade
Convocando outros médicos
E vão ensinar ao doutor também!

E o doutor  respondeu:

Era só o que me faltava
Depois de velho aprendido
Estudado e diplomado
Voltar de novo a estudar.

Pois é a moda doutor
Que o senhor tem que acompanhar.
O doutor que me adesculpe
Essa minha ousadia
Mas seu saber é do passado
Não acompanha a sabedoria

As doença do passado
Era papeira e sarampo
Catapora dor de lado
Lombriga e bucho virado
O doutor pra ser doutor
Tá meio disatualizado
Me adesculpe a franqueza
Está mais pra benzedor.

Se avexe logo e vá pra escola
Para aprender coisas novas
E assim o povo ajudar
Hoje é tudo diferente
Até as doenças mudaram
É Zica, é chikuncunha
É depressão é stress
E essas são só as pequenas
Que as grande não vou contar

E pra saber lidar com elas
O doutor vai ter que estudar
Os moços lá é gente fina
Todos bonitos e cheiroso
O senhor vai sentir é gosto
Quando naquela sala entrar
Para de novo estudar

E cá aqui, entre nos
Os remédios também estão mudando
Sabe aquela dor de barriga
Que o doutor estava me tratando?
Me passou foi Alkasete
Que nem estão mais fabricando

E diante desse tralálá todinho respondeu o doutor

Chega de tanta conversa
Que já entendi o recado
Depois de velho e barbado
Vou ter que de novo estudar.
E faço com muito gosto
Pra população ajudar.

Digo com sinceridade
Mesmo não sendo especializado
E com tão pouco saber
Já salvou muita gente na cidade.
Com sua dedicação tamanha
E sua arte de cuidar.
Vai aprender muita coisa
Mas, também vai ensinar.

Maria de Lourdes

28 de setembro de 2016

Reunião dos Sabiás

00:50 2 Comments
Imagem: Fotos e fotos

Nos arredores da cidade a comunidade dos sabiás se reuniam.

Em reunião solene, traçavam os seus planos. Ocupariam todas as arvores da cidade, marcariam território e com todas as forças dos seus potentes pulmões convidariam as sabiás para juntos formarem uma bela família.

E comentavam entre si:

Ouviremos muitos palavrões, nos mandarão pra uns lugares que só eles conhecem, baterão portas e janelas, outros nos atirarão pedras nas nossas perninhas de sabiás e não fosse Deus para nos dar asas não sei o que seria.

Eles são assim mesmo, tomaram o nosso lugar e querem nos colocar pra fora.

Algum filho de Deus nos ama, outros se pudessem nos colocariam nas gaiolas. Vamos arrumar as malas que o grande dia está chegando.

E assim é que é. Logo logo o grande concerto dos sabiás começa. E eu amo o canto dos sabiás, que as quatro da manhã cantam em três arvores perto da minha casa.

Maria de Lourdes 

18 de abril de 2016

Ponte do Futuro da Chica Chata!

12:36 0 Comments

Incrível essa ponte!


Lá pras bandas da minha infância, onde a imaginação era a causadora de tantos atropelos na minha vida e tantas dores de cabeça para o meu pai e a minha mãe, lá pra essas bandas aí, quis eu construir uma ponte utilizando um pé de mamona que nasceu e cresceu justamente no pé do muro do quintal da minha casa e pra sua sorte ou azar existia eu naquela perseguição infeliz de imaginar que aquele pé de mamona seria a ponte para que eu pudesse subir no telhado da minha casa com o objetivo de investigar se lá por cima existia um buraco por onde deveria passar a tal de cegonha que de dois em dois anos enchia a casa da minha mãe de meninos pra encher meu saco com aquelas chupetas que não paravam na boca de jeito nenhum.
Era a chupeta cair da boca e o menino chorar e eu já que não tinha serventia nenhuma pelo menos que fosse até ali acudir o chorão devolvendo a chupeta na boca enquanto a minha mãe preparava a mamadeira.
E aquele pé de mamona seria a solução para os meus problemas interiores, subiria de vez em cima daquela casa e encheria aquele buraco de cacarecos e folhas e duvido que cegonha nenhuma viesse mais entrar ali com tanto menino!
E os anos se passaram, e vai daqui e vai dacolá quando um dia eu vi pela primeira vez o viaduto do chá e quase caí de costas, de tanto que olhei, tentando entender como foi que subiram até ali e colocaram aquela ponte.
Depois vieram as pontes sobre as águas. Cheguei mesmo a perder noites de sono imaginando como é possível construir pontes dentro do mar.
Eu, até hoje não acredito numa coisas dessas.
Mesmo vendo não acredito!
Essa história de ponte é realmente um assunto cheio de mistérios. Tem até uma novela que se chama a ponte dos suspiros, imagine só a quantidade de nomes que possuem as pontes pelo mundo afora.
Uma outra conheço bem:

A PONTE DA AMIZADE!

E a conheci um certo tempo atras quando eu toda emperiquitada, de roupa social e salto alto me debandei lá para o lados do Paraguai pra comprar presente barato.
Amarguei o pão que o diabo amassou atravessando aquela ponte lotada e um calor infernal pra nunca mais querer saber de ponte de amizade nenhuma na minha vida.
E para retratar aqui o meu relato bem que procurei nas minhas imagens uma ponte. E foi quando me lembrei das imagens do google.
Vi ponte de tudo quanto é jeito. Algumas até que serviriam, mas Deus me livre e guarde de pegar a ponte dos outros já que sou meia azarada pros lados de ponte.
Lembro que ao me deparar com o viaduto do chá, de tanto olhar pra cima quando baixei a cabeça foi um zum zum zum nos ouvidos, fiquei tontinha e quase não me aprumo pra seguir em linha reta rumo ao meu destino.
Não senhor! macaco velho tem medo de cumbuca e nessa de ponte estou feito gato escaldado com medo de agua fria!
Até que tentei desenhar uma.
Mas, cadê a vocação pra desenhar?
Quem me dera saber! apenas consegui uns rabiscos com quatro estacas.
E eu mesma deduzi!
Não, não, isso não é uma ponte.
Por fim surgiu a ideia de criar a minha própria ponte.
Eis aí então a obra!

7 de abril de 2016

LÁ ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS

16:19 2 Comments

Se pudéssemos parar o tempo e escolher os nossos destinos,
Se num passe de mágica pudéssemos fazer a nossa própria história,
Eu juro!
Que voltaria no tempo!
Eu voltaria de mala e cuia lá pra onde dizem que judas perdeu as botas!
Não sei onde fica!
De certo nesse lugar talvez eu fosse feliz!
Eu queria voltar no tempo e nunca ter frequentado uma escola!
Eu queria não ter conhecido essa civilização!
Eu queria ter nascido lá no mato e só conhecer os bichos!
Lá não existe essa história de religião! 
A Natureza já é o maior exemplo de vida que Deus deixou plantado na terra e que os homens hoje fingem que não conhecem!
Lá onde judas perdeu as botas, e não sei onde é, os homens não se destrói uns aos outros!
AH! como eu queria não saber ler!
Para não entender tanta ignorância!
Estampada nas fisionomias e nos jornais!
Eu que não passo de um simples grão de areia e vivo metida nessa multidão!
É tanta mentira!
É tanta corrupção!
É tanta gente tirando de quem nada tem!
E vejo a minha terra que nasceu para ser santa,
Entregue assim em mãos de gente sem piedade!
Como eu queria viver lá dentro do mato!
E nunca ter ouvido falar na politica desses cidadãos!
Maria de Lourdes


10 de janeiro de 2016

CÓPIA DE CHEQUE DEVOLVIDO!

19:25 2 Comments

Pois bem! depois da postagem "Vamos Cooperar" que achei o máximo, e como tem gente folgada nesse mundo e depois da postagem "Conversa pra Boi Dormir" surge aqui na minha mente uma postagem que é exatamente a cara cagada e cuspida das duas. É a Copia de Cheque Devolvido que circula lá pras bandas do meu email, parecendo lagartixa quando quer pegar um mosquito. 
E que as donas lagartixas me perdoem, tadinhas, pois sendo obra da criação, um presente da natureza, entram nas nossas casas pura e simplesmente pra pegar mosquitos e aranhas que aparecem pra encher o saco!
Meu antivirus já avisou!
CUIDADO!
Ô Copia de Cheque Devolvido, guardado a sete chaves!


Pois tome aqui que vou abrir!


Tome tenência aí pois desde o dia que inventaram cartão, nunca mais peguei em cheque.
Que cheque é esse meu irmão? Nem passo e nem recebo cheque de jeito nenhum. A minha caixa de email está superlotada com esse seu Copia de Cheque Devolvido! Tome jeito!
Tem uma música que é a sua cara visse? Quer ver?

Secretário do Diabo

O diabo quando não vem,
Manda um secretário
Eu não vou nessa canoa,
Que eu não sou otário
Eu reconheço que ela é muito boa,
Mas não vou nessa canoa que dá confusão.
Quando ela passa é provocando um desafio,
Sinto logo um arrepio no meu coração.
Eu não vou na onda nem no conto do vigário,
Que o diabo quando não vem,
Manda sempre um secretário.
Quando ela chega na repartição,
É aquele rebuliço, é aquela confusão
Dá um sorriso e se senta na cadeira,
Mas de uma tal maneira que eu vou te contar
Não vou na onda nem no conto do vigário
Que o diabo quando não vem,
Manda sempre um secretário.



21 de maio de 2015

O Filhotinho de Sapo

19:17 0 Comments

E lá pelos meus 6 ou 7 anos, estava a caminho da escola quando me deparei com a seguinte situação:
Um coitadinho de um sapo que deveria estar saindo da sua infância de sapo em busca de alimento quando se viu frente a frente de um batalhão de meninos, cada um com uma pedra na mão.
E o meio filhote encurralado no pé de uma parede, sem ter para onde correr tinha o coração quase saindo pela boca.
Aquela situação me deixou revoltada. Pois aqueles fedelhos, não tinham a menor vergonha de querer trocar os seus juízos com um sapo, ainda mais um recém-saído da sua infância que de certo deveria ter a mãe para protege-lo e estava agora a vagar na busca pela sua sobrevivência.
Minha ideia naquele exato momento era pegar o sapo colocar dentro da bolsa, levar para casa. Mas o medo do sapo me morder era maior que a vontade de salva-lo do apedrejamento.
Então não tive outra escolha senão criar ali mesmo a mais deslavada das mentiras.
“Minha mãe falou que quem mata sapo morre ou atropelado ou enforcado. Está escrito nos livros das bruxas”. 
E só vi mesmo gente soltando a pedra no chão e sem exagero vi gente até passando a mão no pescoço para ver se estava tudo bem.
E o bebê sapo, que do mundo dos humanos não entendia patavinas nenhuma simplesmente olhou para mim e disse:
Cuidado viu?
Quem mente morre de fome.
Não acreditei no que ouvi! 
E por isso? perna pra que te quero? Fui pra escola e na volta chegando em casa, mal contive o susto.
O sapo estava no jardim da casa da minha mãe embaixo de uma arvore.
Para compensa-lo do susto meus colegas o trouxeram dentro de uma caixa de sapato e o entregaram ao meu irmão, dizendo: 
Quem cuida de sapo nunca morre e quando cresce fica rico. 
Minha mãe falou que toda pessoa rica cria um sapo em casa.
E assim foi. E o sapo viveu por muitos e muitos anos.


4 de dezembro de 2014

PRONTINHA PRA GUERRA

01:45 0 Comments

O tremendo reboliço que estava acontecendo na rua fez a dona Carlota acordar no meio da noite.
Afinou os ouvidos para entender o que estava acontecendo e por mais que tentasse não conseguia entender uma só palavra.
Mas, que diabos será isso? 
Vestiu a sua camisola, abriu a porta de fininho porque os tiros e as bombas até estremeciam as panelas penduradas acima da pia que ela fazia questão de exibir de tão limpas e polidas.
Saiu de porta a fora, descabelada e sem dente que mais parecia uma assombração.
E o alvoroço e a bala zinindo no meio da noite, quase que mata dona Carlota do coração.
Na pontinha do pé saiu com um pé na sandália e outro no sapato. Na correria nem viu esse detalhe. Abriu a porta. E foi escorregando de porta a fora até chegar na calçada.
Cadê o povo?  alias a multidão que fez com que ela acordasse e sair feito um zumbi?
Olhou pra um lado, olhou pra o outro, e na rua não existia uma alma viva para lhe contar o que aconteceu ali! Só o silencio, o vento e o clarão da lua cheia e aquela marmota no meio da rua, quer dizer ela.
Depois de levar o maior susto da sua vida que deixou o seu cabelo espetado parecendo palitos, outra bomba e tiros e mais tiros e eu sei lá se eram de balas de borracha, sei apenas que era o barulho da tevê do vizinho da Dona Carlota, ligada no volume máximo vendo um filme de bang bang, daqueles do velho oeste.
Correu pra dentro de casa fumaçando pra pegar uma vassoura e resolver essa questão na base da vassourada. Quando de repente sua filha acorda e encontra a mãe naquela situação pronta pra guerra. Tomou a vassoura e lentamente levou a Dona Carlota pra cama e não deu cinco minutos e estava ela roncando de tão profundo era o seu sono
No dia seguinte não lembrava de patavinas nenhuma, ou se lembrava não comentou. É que a dona Carlota era sonâmbula.
E via coisas que qualquer um duvida. Até eu mesma.
Autor: Maria de Lourdes

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15 de agosto de 2014

A PELEJA DE ZUMIRA E PATOLINA: TÁ ASSINADO

14:15 0 Comments
Imagem Pixabay
Mas, espie mesmo! a besta velha sem futuro, da dona Patolina, fazendo o maior bico doce pra não ir a delegacia dar parte daquele piolho de cobra.
AH PATA CHOCA!
Meu Deus do ceu.
Grudou na cadeira e não tinha um filho de Deus quem fizesse ela sair dalí e tomar uma atitude.
A pata entravou! e nem com reza braba fazia ela sair do lugar, com história de entrego tudo a Deus.
Não queria fazer isso com a lacraia!
Misericordia!
Vá ser besta assim lá nos quinto!
E o frangolino incapaz, e revoltado foi na delegacia e fez a queixa.
E imagine só a cara da dona Patolina quando recebeu a intimação para comparecer na delegacia.
Duvido agora a sra não ir viu?
Se não for, vem o camburão lhe buscar.
E que coisa mais linda vai ser a sra dentro daquele carro cheinho de grade.
Vão pensar que a sra. é uma meliante!
Alem de pagar o pato ainda vai passar esse vexame?
O QUÊ?
Apois eu vou, disse ela!
Que eu sou é mulher
Tinindo e zinindo
Pois não é que foi mesmo a danada?
Contou
Confirmou e
Assinou com todas as provas na mão.
E assinou e está assinado!

Maria de Lourdes


14 de agosto de 2014

A PELEJA DE ZUMIRA E PATOLINA: A BOMBA

14:17 0 Comments
Mas espie só!

A pata besta caiu direitinho no laço da jibóia, deixando a serpente entrar e sair de dentro de sua casa, sabendo direitinho até da hora que ela ia ao banheiro e com pratin de bolo pra aqui e pratin de pudim pra lá, pense numa amizade!
Pensou? eram as duas. Carne e unha. E a tonta da dona Patolina contando toda a sua vida desde o dia que nasceu.
É cada uma nesse mundo que contando ninguém acredita! 
Bem que avisei pra ela se dar ao respeito, não quis me ouvir. 
Só não digo bem feito porque não vou dizer mesmo.
E pra completar o seu rosário de bestice perdoou o frango, que chegou no dia seguinte se desmanchando em lágrimas de largatixa.
O Dr. Frangolino secou as pernas de andar pra lá e pra cá e não teve jeito e dona Patolina teve que pagar tostão por tostão, tim tim por tim tim sem faltar uma virgula. 
Só sei dizer que a surucucu deitou e rolou com o dinheiro da dona Patolina, que pelas vias normais não lhe devia um centavo furado.
E enquanto a dona Patolina se descabelava pra pagar o dinheiro da sua condenação aconteceu um fato.
Pense num fato!
Isso não é fato. É bomba mesmo!
Minha avó dizia que Deus não dorme!
Dona patolina recebe uma ligação de um cliente que foi atendido a mais de um ano atrás.
E o cliente soltando os cachorros na empresa da dona Patolina e até ameaçando a coitada de leva-la na delegacia.
Quando a atendente chegou com o recado a dona Patolina imediatamente tratou de resolver o assunto afirmando que ali não existia o tal cliente, que ele estava enganado, porque ali não existia documento nenhum que comprovasse aquela afirmação!
Como não? dizia o cliente soltando fogo pelas narinas.
Paguei e não me prestaram os serviços.
Liguei e reclamei tanto que desisti diante do pouco caso de vocês. Bando de irresponsáveis!
E foi quando dona Patolina pede pra ele enviar por email o contrato.
E não deu outra, era um contrato assinado pela Zumira.
Corri pra cozinha em busca do famoso copo de garapa com açúcar e outra vez tenho que beber aquele purgante! 
Porque a pata aprendendo a lidar com o mundo, nem ligou, não deu a mínima correu pro banco para se certificar se naquela data ou nas proximidades da citada data havia a confirmação de algum deposito daquele tão significante valor, que não era um valor qualquer. E nada. Não existia deposito nenhum.
Tem ciença por traz dessa reclamação, onde o cliente está solicitando o seu dinheiro de volta!
Tem ciença por trás desse contrato. 
Quer ver uma coisa?
A dona Patolina solicita ao cliente enviar a copia do cheque para ter certeza daquilo que seus miolos já imaginavam. Reembolsou o valor pago pelo cliente e recebeu a copia do cheque que estava lá nominal a Zumira e depositado em sua conta pessoal.
E diante do fato exclamou!
AH CONDENADA!

Maria de Lourdes





13 de agosto de 2014

E A PELEJA NEM EM SONHO TERMINOU

22:14 0 Comments


E peleja que se preza, tem um começo e um fim.
E essa ainda não terminou.
O mundo está cheio de reclamações. Cada um tem o seu direito de reclamar e a história da dona Patolina  é mais uma das milhões de reclamações que acontecem por dia. 
E já estamos até acostumados a viver com as orelhas em pé. 
Mas a história da dona Patolina não é simplesmente uma história, porque os caminhos dessas histórias são quase sempre os mesmos. Particularmente nunca ouvi falar que um advogado não comparecesse a uma audiência e deixasse o seu cliente sem o direito de defesa. 
E toda essa história tem uma finalidade: mostrar o quanto devemos ser mais atenciosos com tudo aquilo que nos diz respeito. 
O episódio narrado em forma de humor é pra quebrar o gelo porque como dizia minha avó:
Essas coisas acontecem. 
E a peleja nem em sonho terminou, tem muito mais e está rolando nos tribunais.
Mas vou continuar a contar.
Hoje faz frio danado e fiquei sem inspiração.

Maria de Lourdes

12 de agosto de 2014

A PELEJA DE ZUMIRA E PATOLINA: O COPO D'AGUA

10:50 0 Comments


Saí correndo pra cozinha pra pegar o copo maior que tinha no armário, encher de água, colocar três colheres de açúcar bem cheias pra dar pra dona Patolina antes de entregar a bomba. Por sorte tinha lá um copo de requeijão, enchi de garapa até a borda.
Entrei na sala e dei meu grito de guerra!
Dona Patolina, tenho uma bomba pra lhe entregar!
Está doida sua alvoroçada sem um pingo de juízo, minha mão é lugar de depositar bomba?
Não, dona Patolina, a senhora não entendeu, a bomba é de papel pra sra. ler e por isso lhe trouxe uma garapa de açúcar pra beber antes.
E só lhe entrego depois que beber esse copo todinho!
Me dê esse negocio logo de uma vez, sou lá mulher de enfrentar bomba com garapa.
Beba você!
E eu bebo mesmo, pra sustentar a sra depois, porque a pena aqui vai avoar!
E pra meu espanto, tomou o papel da minha mão, abriu e leu todinho do pé a ponta, do começo ao fim sem ficar nem branca, nem roxa e nem amarela e sem soltar uma pena sequer e falou bem assim:
AH CONDENADA!
E foi aí que lhe indicaram o tal do Dr. Frangolino Non Non Comparecido! que lhe cobrou uma nota e de posse da papelada toda e levando consigo a bomba se foi.
E passaram-se os dias, e ninguém mais tocava naquele assunto, aguardavam o dia da famosa audiência que ficou marcada para sempre nos miolos da dona Patolina.
E semana vai e semana vem!
Por fim chegou o grande dia. O dia do preto no branco. Aliás um dia antes lá pelas 5:0 da tarde a dona Patolina manda o Patolino ligar para o Dr. Non Non para combinarem o encontro e a hora.
E como seu Patolino demorou cinco minutos, dona Patolina tomou o telefone da mão dele e disse: deixe meu angu que eu mexo sozinha visse.
Bem que o copo de garapa ia servir nessa hora!
-Olá dona Patolina! boa tarde! atendeu o frangolino.
-Como tem passado a sra?
-Nem bem nem mal respondeu a pata choca
-Dr. Non Non, estamos aguardando até agora que o sr. se manifeste no sentido de nos comunicar onde vamos nos encontrar, e a que horas.
-Dona Patolina, aguarde um pouco, vou consultar no computador e já retorno pra sra.
E em cinco minutos liga o frangolino com a seguinte resposta.
-Dona Patolina, pelo amor de Deus, comi bola!
Oxente, o senhor virou cachorro foi? Onde e quando foi?
-Dona Patolina, eu não sei onde anda meu juízo pois a audiência aconteceu a três dias atrás.
O que? Isso é coisa do senhor vir me dizer? Eu que não sou mulher de fugir de compromisso?
Como é que o senhor faz uma coisa dessas? Dona Patolina que nunca se viu em tamanha situação não sabia o que isso significava.
Aí seu Patolino ficou doido varrido! Como é que a dona Patolina iria engolir quando soubesse que a CONDENADA ali era ela?
Teria que pagar o que não devia pra Zumira, aquela caninana, cascavel de chocalho. E como se não bastasse, como a merda estava voado mesmo, surgiu o boato que a jararaca era acostumada a colocar todo mundo no pau e que a dona Patolina já era a sexta.
Mas, espie mesmo!
-Eu não disse pra senhora?
-Eu não avisei?
-Bem que eu disse!
Aquela jiboia de três olho só faltava engolir a senhora quando comprava um vestido novo! E a senhora mais besta que uma jumenta velha não via nada.
Acho que aqueles pratin de bolo que ela trazia pra senhora estava tudo enfeitiçado, porque se a senhora era besta ficou pior.
E agora? vai ter que trabalhar dobrado pra pagar a bonita!
E dona Patolina, calada estava e calada ficou. Ela não sabia ainda que não comparecendo estava assinando a própria sentença.
Mas, como não tinha apego material nenhum, iria pagar fosse quanto fosse sem reclamar.
E no outro dia bem cedinho o Dr. Non Non Comparecido aparece com a cara mais lambida do mundo pra dar uma satisfação da sua falta de ética e compromisso.

Maria de Lourdes

11 de agosto de 2014

A PELEJA DE ZUMIRA E PATOLINA: A SURPRESA

11:21 0 Comments
E a valentona, metida a besta pegou sua bolsa e foi embora.
Que alivio, que sossego! que calmaria! benza a Deus!

E foi desse jeitinho que foi! sem botar e nem tirar.
Com oito dias do ocorrido aparece o contador com as contas para pagar a Zumira
Quando a dona Patolina viu, sentou para não cair!
Oxente! tá querendo me degolar é?
Essa conta tá errada porque foi ela que pediu pra sair.
Ah é dona Patolina?
Me mostre a carta onde ela declara que está pedindo demissão.

-AÍ DONA PATOLINA, EU NÃO DISSE? berrei aos quatros ventos!
Dona Patolina titubeou com sua cara de maria mole, procurou nos bolsos da blusa uma só palavrinha que fosse para explicar a sua burrice e não encontrou sequer uma virgula para se enganar e só agora é que percebeu que nessa hora o que fala mais alto é papel.

-BEM QUE EU DISSE!
O que vale é o que está escrito viu?
E ela declara que vocês mandaram e tem até a carta.
Mas nós cancelamos a carta!
A senhora rasgou a sua, mas ela guardou a dela!

-EU AVISEI! TEM CIENÇA!
E o mês que ficou, foi cumprindo aviso!
Oxente e pode? Sem eu saber?
Pois a senhora não conhece aquela história que diz que a pessoa que não vou dizer o nome é o ultimo a saber?

-OLHA AÍ, NÃO FOI FALTA DE AVISO!
Não senhor, ela pediu e durante cinco horas ficamos conversando e eu pedindo que ela ficasse.
Isso não quer dizer nada dona Patolina e agora a senhora vai ter que pagar.
E dona Patolina emudeceu. Não pelo valor a pagar. Mas pelo choque da premeditação e eu bem que avisei, cuidado!
Mas isso não é nada diante ainda do que estava por vir!
Pagou e achou que descansou!
E o tempo passa quando um dia pela primeira vez na sua vida recebia uma intimação para pagar horas que não devia e salário por fora que não estavam sem pagar.
Agora teria que contratar um bom advogado para poder esclarecer os absurdos daquela cobrança e é quando entra na história o Dr. Frangolino Non Non Comparecido.
Vixe que nome esquisito!
Se minha vó fosse viva diria bem assim: quem tem besta não compra cavalo e cochilou o cachimbo cai.

Maria de Lourdes

10 de agosto de 2014

A PELEJA DE ZUMIRA E PATOLINA: A CARTA

16:31 0 Comments


E vamos deixar a Zumira, tremendo de raiva e de dor nas costas, chorando igualmente a uma desvalida e vamos voltar a alguns anos atrás.
Pois a dona Patolina tinha um marido, que era amigo do marido da Zumira. O Patolino era o bicho mais besta que existe na face da terra.
Êta bicho besta!
Pense num bicho besta! pensou? pois era ele mesmo. O Patolino. E foi ele que apresentou o casal vinte pra Dona Patolina, e foi daí que surgiu a amizade de pratin de bolo vai e pratin de bolo vem.
E misturar amizade com negocio, Patolino estava vendo que não era certo.
Por isso, aproveitando que a Dona Patolina foi dar umas esticadas nas pernas na academia, foi lá e thum: mandou a encrenca embora. 
Fez a carta de demissão em duas vias e  por causa de tanta fofoca despachou a bonita.
Mas, quando a Dona Patolina chegou seu menino, olhe, não prestou não! 
Pense numa pata choca armada até os dentes pra cima do seu Patolino!
Juro por tudo que é mais sagrado, vi a hora de seu Patolino levar uma surra de peia! 
Só sei que o furdunço foi feio, o mundo ficou coberto de pena e no fim das contas, a dona Patolina rasga a carta de demissão e manda a Zumira ir trabalhar. 
Aqui ninguém fala mais nisso e fica o dito por não dito disse ela!
Coitadinha da dona Patolina, que não sabe da missa um terço.
Tão trabalhadeira e tão besta.
Dona Patolina é tão besta que uma vez ficou com uma funcionaria se dizendo que estava com barriga d'água e tome antiácido, e tome chá pro estômago e tome chá pro fígado até que certo dia a funcionária passou mal.
Chamaram a família que levaram a moça para o hospital, a mãe era igual a Dona Patolina, que ao receber a noticia do neto nasceu e é menino, caiu dura no chão.
E dando prosseguimento ao enrosco pois com um mês certinho do ocorrido a Zumira depois do almoço diz que precisa conversar com Dona Patolina.
Ai ai ai ai ai! De novo não! Pelo amor de Deus! O que será dessa vez? E para que eu não corresse o risco de me espatifar no chão de novo, dona Patolina trancou a porta, a chave.
E sem mentira nenhuma, essa reunião durou de 1:00 as 5:00 horas da tarde.
E tome café e tome chá, e tome mais café e tome logo uma garrafa de chá porque a Zumira destrinchou um chorôrô tão mordido do poico que eu do outro lado da porta vi a hora ela morrer.
Que estava indo embora, porque na vida nunca foi tão humilhada.
Mas, espie só!
Que nunca recebeu uma carta de demissão
Que não estava sabendo administrar isso.
Que estava doente de tanta raiva.
Que tinha um més que não dormia direito
Que todo dia ia pro pronto socorro passando mal!
Que vivia com dor nas costas, dor de cabeça, dor de barriga por causa do nervoso
E eu de boca aberta só dizia: VIXE! OXE! QUE COISA! CREDO!
E dona Patolina pedindo por nossa senhora, por Deus, por todos os santos sagrados, que ela relevasse, que ela esquecesse isso que só podia lhe fazer mal.
Dona Patolina chorou tanto nesse mundo que eu vi a hora dalí sair dois defuntos!
Pedindo perdão pelo Patolino, que ela o perdoasse já que era tão amigo dela, e agora sou eu que estou lhe pedindo que fique dizia a pata besta!
Isso é motivo pra alguem fazer um alvoroço desses?
Tem ciença nesse blá blá blá!
Tem ciença nessas lágrimas de lagartixa!
E a incompetente da dona Patolina sequer diante daquele chorôrô teve a coragem de pedir pra ela escrever uma carta pedindo demissão alegando quê:
Não precisa, somos amigas de muito tempo!
É mesmo dona Patolina?
Quem disse isso a senhora?
Se prepare pra pagar pelos seus pecados ouviu sua pata choca
Me deu uma raiva!

Maria de Lourdes