Follow Us emedelu

Mostrando postagens com marcador humor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador humor. Mostrar todas as postagens

19 de março de 2019

Memorias de Mandubé

19:44 0 Comments
Se existe alguém nesse mundo que pra mim é um exemplo, esse ser era o Mandubé.
Não cheguei a conhece-lo, mas as histórias que ouço ao seu respeito é de tirar o chapéu.
Dizem que não existe dois seres iguais e eu concordo plenamente. Um pode ser melhor ou menor que outro, mas nunca nunca iguais.
E a quem possa interessar o Mandubé era o cachorro do avô do meu marido.
Nascido e criado na roça o mandubé era pau pra toda obra!
Vigiava as galinhas, as vacas, as ovelhas, os porcos, e ai de quem tentasse uma fuga que ele numa carreira só trazia de volta pra casa.
O mandubé acordava as 5 da manhã. Lavava o rosto num balde de água, dava uma sacudida para secar e corria para o pé do fogão a espera do seu cuscuz com leite com pedaços de nata.
E eu estou aqui contando esse caso porque eu mesma tenho um cachorro que pra comer alguma coisa primeiramente tenho que pesquisar se pode ou não, enquanto o mandubé comia de um tudo e nunca adoeceu.
Era tutu de feijão com farinha, mugunzá com arroz e farofa, buchada, e tudo quanto era fruta que lhe desse. 
Até manga o mandubé chupava.
E só teve um dia na vida que o mandubé arriou os quatro pneus. Foi quando um dia se apaixonou pela linda cadela de Dona Meizinha. Mulher besta metida a rica, que tinha uma linda cachorrinha toda branquinha e mandubé foi logo se engraçar com a princesa.
Foi amor a primeira vista. Mas, besta do jeito que aquela sirigaita era, nunca iria permitir esse namoro.
Numa tardezinha, chega ela toda esbaforida e com cara de briga para gritar aos quatros cantos daquele lugar chamado de muriçoca para dizer que desse um jeito em mandubé que estava se engraçando pros lados de sua princesa.
Que ela não tinha cachorro com pedigree e tudo, vacinada e cheirosa a talco para se amancebar com um cachorro sem beira e nem eira, um pé rapado, um cachorro pé duro.
Pois aqui entre nós o Mandubé era um pura raça de cachorro vira lata.
E o resto dessa história depois eu conto.

13 de março de 2019

Por Pouco um Piripaque!

03:26 0 Comments
Sem sombras de dúvidas, fui no outro mundo e voltei e aqui estou para contar o acontecido.
Fiquei sem voz, a boca ficou seca e pensei. É hoje que vou e não volto.
Até que andei meio sumida de todas as minhas atividades.
Tive uma depressão danada por causa de tantas coisas que aconteceram por este mundão afora que me deixou totalmente sem inspiração.
Mas, como boa nordestina que sou, aprendi com a minha mãe que tudo nessa vida passa.
E não é que passou mesmo?
Mas falando sobre o piripaque que com certeza sabem o que é.
E para quem não sabe recorri ao dicionario: e diz ele que é: mal físico súbito e indeterminado, ataque de nervos; faniquito, chilique.
O meu foi mais que um chilique quando vi que as minhas imagens dos meus blogs sumiram.
Endoidei de vez!
Valei-me meu São Longuinho! Traga as minhas imagens para meus blogs que dou três pulinho.
E foi assim que foi!
Estou na batalha tentando entender porque minhas imagens sumiram das minhas postagens!
Estou procurando saber porque isto está acontecendo! E quando souber eu conto!

14 de dezembro de 2018

Eleição pra Prefeito

10:06 0 Comments

Quem não lembra das histórias que ouvíamos quando crianças?
Tempos bons aqueles. E por falar nisso não vamos esquecer que o dia 20 de março é o dia do contador de histórias

Pois bem! vamos aos fatos!

Era apaixonada por histórias. 
Chegava a ficar de boca aberta ouvindo o tê-rê-tê-tê do contador de histórias que não tinha a menor cerimonia em narrar os fatos que aconteceram não sei quando e onde. Histórias de trancoso como chamava.

Sentávamos na calçada, e fazíamos uma roda em volta do contador das mais mirabolantes histórias.
Geralmente o palco era composto de mais de 20 curiosos. As vezes minha mãe também contava algumas e das boas.

Havia uma pequena cidade que não sei onde fica, que vivia aqueles momentos das disputas dos partidos para eleger o prefeito da cidade.
Era uma briga danada. Porque um era melhor que o outro segundo os seus aliados.
E eu com meus botões ficava revendo aquela história porque eu sei como o povo da minha terra eram valentes quando se tratava de defender os seus candidatos.

A coisa era tão seria que me recuso em descrever como o negocio era feio quando o assunto era politica.
Mas voltando ao contador de histórias. Foi lá não sei aonde que aconteceu a eleição pra prefeito da cidade. E naqueles tempos segundo ele a apuração dos votos era feita manualmente.
Em um enorme salão com uma mesa completa de autoridades cuja missão era avaliar se existia ali alguma maracutaia.
E se alguém tinha essa intenção quebrava a cara porque mil olhos em cima dos votos era impossível qualquer tramoia.
Pois bem, estava iniciada a contagem dos votos depois das eleições.
Ninguém arredava o pé das urnas lacradas e fechadas a sete chaves, mais correntes e cadeados caso passasse por ali uma ventania e se atrevesse a abrir as urnas.
Sem brincadeira, o próprio ouro perdia o valor diante daquele tesouro que eram os votos.
Foi dada a partida, ou seja: voto pra fulano e voto pra sicrano.
E por incrível que pareça as cinco da manhã terminaram a contagem que pra surpresa de todos deu empate. Assim disse o contador de histórias.

Aí foi demais! gente que precisava ir ao banheiro não foi porque decidiram recontar os votos pois não era possível tamanha coincidência.
E assim nesse lenga lenga se passou uma semana, os votos encardidos de tanto passar de mão em mão pra ver se existia a diferença e nada.
E eu já estava ficando irritada com essa história velha sem pé e nem cabeça. A meninada também.
Por fim contou ele que nessa terra de São Nunca essa disputa continua até hoje e o povo envelheceu, outros morreram sem saber o resultado das eleições.
Creio eu que um dos candidatos morreu também de velhice e o outro assumiu a prefeitura e acabou a história na santa paz de Deus.

https://www.recantodasletras.com.br/autores/emedelu

12 de dezembro de 2018

Meu Blog e Eu

12:53 0 Comments

Eu e meu blog. Carne e unha. Quer dizer, eu em pessoa. Sem tirar e nem por. Mas que por diversas razões deixei de escrever. De contar os causos.
Vontade até que tenho, tive e terei. Mas só vontade não resolve e inspiração está alem da própria vontade.
Pra quem não conhece o blog da chica chata eu explico:
Chica era a costureira da minha mãe. E eu, uma menina metida a besta que gostava de meter o bedelho em tudo. Creio eu que já nasci assim.
Com cinco anos de idade eu sabia fazer de tudo acreditam? Pelo menos acreditava piamente que sim.
Até lembro do dia que fui consertar a máquina de costura da minha mãe e ao finalizar sobraram mais da metade das peças.
Levei um mês com a minha mãe no meu pé. Mas, consegui.
Sou daquelas pessoas que diz assim: "quando eu cair vou cair em pé" rs!
E se naquele tempo era assim, pra minha surpresa depois que cresci e amadureci fiquei pior.
Não consegui acalmar os ânimos. Estou sempre inventando alguma coisa. A imaginação quando quer, é a mil por hora e quando não estou no meu vai e vem de deixar as pernas e a cabeça só o pó da rabiola me ataca uma depressão de cair os queixos.
Remédios? nem pensar pois não resolve. Me deixa mesmo é parecendo alma penada dormindo em pé. 
Digo sempre que as minhas mãos, "PRESENTE de DEUS" é medicamento pra todos os meus males, sejam eles físicos ou mentais.
Pra quem acredita que não pode: digo uma coisa.
Eu criei uma empresa sem um centavo no bolso. Só com a cara e a coragem.
Deus e Eu. E mais ninguém. E isso foi a 23 anos. E continuo na batalha até hoje.
E sem sombra de dúvida o que mexeu com os meus miolos foi essa crise que está aí até hoje. 
É duro trabalhar de domingo a domingo, dia e noite sem descanso, e ver o seu trabalho chegar ao ponto que chegou.
Não é do meu feitio contar misérias. Como eu disse vou cair em pé. E nas outras postagens quem sabe voltarei ao assunto.
Mas o assunto aqui é falar sobre o blog:
O blog é isso, histórias da minha infância feliz, lá na minha cidadezinha do interior.
O meu oficio naquelas épocas?
Encher o saco da minha mãe e da sua costureira e de quem mais achava interessante.
Sejam portanto bem vindos ao meu blog!

24 de abril de 2018

Empregos que só existem para provar que a humanidade está perdida

19:08 1 Comments

Sabe aquelas listas de empregos que provavelmente vão deixar de existir no futuro porque os profissionais vão ser substituídos por máquinas? Esta lista que você está lendo não é nada disso. Ela mostra funções que não existiam até um tempo atrás e que hoje estão surgindo, mas que parecem muito estranhas.

Vamos lá:

4. Organizador de mala para acampamento infantil



Alguns pais de Nova York estão contratando organizadores profissionais para montar as malas para os filhos passarem as férias de verão no acampamento. O mais impressionante dessa novidade é o preço que esses organizadores cobram: US$250 por hora, sendo que eles costumam gastar quatro horas para completar o serviço. Isso mesmo, US$1.000, ou R$3.150, para fazer a mala para uma criança passar uma semana brincando no meio da floresta.


3. Profissional para dormir de conchinha



Digamos que você esteja muito solitário e gostaria de ter contato humano, mas não tem nenhum parceiro por perto para dormir de conchinha. Você pode contratar alguém para deitar ao seu lado e passar horas abraçadinho, sem nenhum tipo de contato sexual.

Quanto isso custa? No Japão, o preço é US$45 por hora. Por lá também é possível alugar um namorado para ser acompanhante em um filme no cinema ou em um jantar, por exemplo, também sem relações sexuais.


2. Artesão de palito de dentes


Existe uma empresa no Canadá chamada Daneson que é especializada em palitos de dentes artesanais. Uma caixinha com quatro tubinhos de palitos embebidos em uísque escocês, por exemplo, custa US$36. Cada tubinho contém 12 palitos, então o cliente leva para casa 48 palitos de dentes por este preço.



1. Fotógrafo de bumbum de hamster

Entre as várias especialidades de fotógrafos, uma extremamente singular é a de “fotógrafo de bumbum de hamster”. Uma paixão entre uma parcela dos japoneses é o hameketsu, que se traduz como “bumbum de hamster”. Existe uma demanda tão grande por esse tipo de imagem que livros inteiros já foram publicados com fotografias de traseiros de hamsters.


Por isso, não se preocupe se o seu emprego estiver na lista de funções que devem ser extintas no futuro próximo; basta usar a imaginação para conquistar novos mercados.

19 de dezembro de 2017

A História de Sabugo

23:54 1 Comments

Acredito que nesse mundo não existia uma pessoa pra ter mais histórias do que eu. 
Era sair de casa e voltar com uma história diferente. 
O caminho da escola que não era muito distante, um quarteirão. E pra se ter uma ideia quarteirão em cidadezinha pequena já sabe como é. É bem ali.
E nessa minha viagem de todos os dias era cada uma que só Deus pra ter misericórdia.
Embaixo de uma arvore existia ali um senhor que adotou a arvore como sua moradia.
Era ele, suas coisas pessoais e um cachorro. Quase sempre ao sair de casa eu pegava um pedaço de pão ou uma bolacha para dar ao cachorro que sempre, sempre ao me ver abanava o rabo.


2 de setembro de 2017

Tome tento plagiador

02:59 0 Comments

Autor: Maria de Lourdes (emedelu)

Seu menino, esse negocio
De plagiar os escritos
É coisa feia danada
Digo com sinceridade
Que toda parede tem olho
E todo mato tem ouvido!

A Cola nem na escola
É coisa de preguiçoso
E de mal intencionado
Até a professora sabia
Que algo ali estava errado.

Copiar muito pior
Pois você não é carbono
O bom leitor vai dizer
Que nesse angu tem caroço

Você pode até dizer
Que isso aqui é porcaria
Mas nasceu dos meus miolos visse?
Não é pra sua serventia

Peça licença primeiro
Não copie minhas poesia
E nem texto e nem nada
Largue dessa mania feia

Lhe aviso,
Quando eu morrer,
Venho morder o seu dedo
E azucrinar seu ouvido

Deixo seu cabelo em pé
Um poeta doido varrido
Aponto você com meu dedo
Aviso aos porteiros do céu

Lá vai ele o plagiador
Sem futuro e mascarado
Não tem consideração
É um la lau pegue ele!

Vive morto dentro das calças
Ou de saia, ou de vestido
Copia as coisas dos outros
E tibungo: coloca o nome

Sujeitinho sem miolo
Esse tal de plagiador
Não sabe criar uma virgula
Inda dá uma de doutor
Tome tento plagiador!

Autor: Maria de Lourdes (emedelu!

2 de março de 2017

Carta de amor destrambelhado!

03:03 0 Comments

Verdejante como era conhecida não sabia ler e nem escrever e sua grande amiga e confidente Rosa era quem escrevia as cartas que ela precisava enviar para o seu grande amor.

Meu querido e grande amor da minha vida

Saudações eternas

Escrevo-lhe essas mal traçadas linhas porque a saudade veio bater no meu coração para lhe dar as minhas noticias e ao mesmo tempo saber as suas.

Amor, desde o dia em que você se foi eu não consigo mais dormir, eu não consigo te esquecer!

Vivo igualmente a um cigarro apagado jogado rolando no chão.

Amor a Rosa é quem está escrevendo esta carta e em troca ela quer lhe dividir. Mas como você sabe eu não sei ler ainda por isto de conta eu não entendo nada.

Por falar em ler estou indo pra escola, mas a professora parece que ensina tudo errado porque ela escreve e apaga, escreve e apaga e a letra está tudo de cabeça pra baixo.

Amor a Rosa manda dizer que está doida por uns amasso, que você sabe o que é eu já falei pra ela, que vou mandar você procurar aí na capital, mando dizer que você traga quando vier.

Amor, o pai manda dizer que se você não vier logo vou cair na capoeira, mas não se preocupe porque não sei lutar nem judô imagine capoeira.

Amor, a mãe manda dizer que não é na capoeira não que é somente a cerca. E de cerca eu entendo, tu sabe!

Amor, vivo morrendo de saudade. Morro de dia e de noite sem saber pra onde ir.

Amor, ontem foi o aniversário de felomena, passei a noite inteira no samba que só acabou de manhã, mas não se preocupe eu não dancei. Seu pai, sua mãe e seus irmãos estavam lá de bituca.

Amor, pai manda dizer que já pintou as paredes do quarto. Do nosso quarto que é pra você mandar o dinheiro da tinta.

Amor, você é meu ébano, mando dizer que não posso dar mole se não você créu.

Volte logo pra sua saudosa Maloca, deixo neste papel um beijo apaixonado do seu bem querer é sagrado e sacramentado.

Um beijo bem grande na testa e outro no rosto. Na boca eu só vou dar quando nós casar!

Sua querida e imortal

Maloca Amarelina Verdejante!

1 de março de 2017

A fofoca equivocada

13:41 1 Comments


Seu menino diga logo
Pare de tanto arrodeio
Conte logo essa história
Antes que me aborreça
Desembuxe esse fuxico
Já que veio todo proza
Azucrinar meu juízo

Lazarento fofoqueiro
Correio da má noticia
Que vive nos pé das porta
Escuitando mexerico
Coisa mais feia cumpadre
É home que veste calça
Falar mal da vida aleia

Esse leva e traz danado
Inda vai lhe aborrecer
Fala mal de todo mundo
Num tem mais o que fazer?
Me diga por caridade
Qual que é a novidade
Que o senhor vei me trazer?

E pisiu pisiu daqui
E pisiu pisiu de lá
Orelha doida pra ouvir
E língua solta pra falar
Destrinchando a fofoca
Quando chegou dona chica
Prima de dona maroca

É mentira desse cabra
Fofoqueiro sem vergonha
Individo sem futuro
Língua de trapo medonho
Calma, Chiquinha calma
Tô mesmo é arretado
Pensando que é noticia
Mas é dinheiro emprestado

Autor: Maria de Lourdes





25 de janeiro de 2017

Isso sim é que é um céu!

06:36 4 Comments

E nas minhas observações onde até eu mesma também fiz ponto embaixo do pé de manga me chama atenção outra coisa.

Aliás já venho observando isso há tempos, mas com a mente ocupada com o entra e sai de visitantes no pé de manga terminei esquecendo de narrar o fato que me intriga e faz encher os miolos de caraminholas.

Mas, caraminholas que tem um quê, um fundamento. Não é uma caraminhola qualquer.

Essa não é fruto da minha imaginação. Está aí pra qualquer um ver e comprovar.

Isso sim é um céu que se preza! e pode olhar pro sul, norte, leste, oeste, faça uma volta completa olhando pra cima que não se vê uma gota de diferença.

Céu azul legitimo, e não uns céus que tem por aí cinzento que deixa a pessoa é desenganada da vida.

A pessoa já está cheia de problemas com essa tal de crise que pegou muita gente de calça curta, olha pra cima e vê um céu fubazento sem sol sem nada aí é que o desengano toma conta.

Mas olhando pra um céu assim, original dá até pra fazer de conta que problemas não existem.

Tenho certeza absoluta que é num céu assim é que os santos e anjos moram. E não num céu coberto de fumaça igual a muitos que tem por aí. Foi tanta ganância por esse mundo afora que encobriram até o céu, você olha pra cima e não vê uma nuvem branca, uma só pra contar história.

Esse céu autentico é assim, entra ano e sai ano é assim e só muda de cor quando as nuvens se enchem de água, chove e depois volta novinho em folha.

Não é a toa que pra essas bandas existem tantos poetas, o povo é alegre, não tem tempo ruim, e se tem a pessoa tem outra cabeça também com um céu desses! E digo mais, olhando pra esse céu até os encosto que atrapalham a vida da gente ficam com raiva e vão embora.




Tem coisas na vida que até Deus duvida!

00:48 0 Comments

"Tem coisas na vida que até Deus duvida"
E foi lá pelos caminhos da minha infância quando tudo ficava gravado na minha mente elétrica que ouvi esta frase e na casa da Chica.
Se falaram na casa da minha mãe me passou despercebida porque meu foco mesmo era a casa da Chica por onde passava as mulheres mais fofoqueiras e faladeiras da vida alheia que eu já conheci.
Nem sei como é que a Chica conseguia costurar com aquele blá blá blá no pé do ouvido.
O falatório era demais e parecia não ter fim pois começava com um assunto e saia por outro.
Bom, mas não estou aqui hoje para falar daquelas fuxiqueiras.
Meu negocio aqui hoje é o pé de manga que existe na casa da minha irmã. E se o espirito não me engana, parece que ainda tenho a mesma mania de vê nó em pingo d'água
O pé de manga ao qual me refiro é esse que está por traz do poste. 
A primeira vista é normal, normal, normal.
Igualzinho aos outros, que estão quase que grudados um no outro. Só que com tantos pé de manga espalhados por tudo quanto é lado esse pé de manga tem um quê, que até Deus duvida.
Tem ciência nesse pé de manga, e não me perguntem o quê, porque até eu mesma gostaria de saber.
O fato é que o pé de manga recebe visitas de manhã de tarde e de noite. 
Quem quiser procurar alguém já sabe ou está no pé de manga ou andou por lá. 
E pode-se até dizer ou pensar que é por causa das mangas.
Não é. Porque os outros também tem manga (no tempo certo é claro) e por lá não passa uma alma viva a não ser o vento, o sol, a chuva.
E esse alguém a quem me refiro são: camaleão, lagarto, preá, sapos, lagartixas, gafanhotos, calango, muriçoca, tatu, peba, louva-a-deus, cobras de tudo quanto é jeito. E pra encantar ainda mais o cenário quando vai caindo a tarde é só aguardar que a passarada da região inteira vem se hospedar no pé de manga. É uma briga danada em busca de espaço e enquanto isso nos vizinhos o silencio é de paz e tranquilidade.
Vou entender uma coisa dessas? Só digo que tem coisas na vida que até Deus duvida e esse pé de manga é uma delas.
E olhe só quem estava lá: todos os dias ele vem. Toma banho na piscina, depois toma banho de sol e não vai embora sem passar pelo famoso pé de manga.



Esse outro aqui veio fazer as necessidade na porta de um banheiro, acabou de sair do pé de manga.


28 de dezembro de 2016

Metas do Nordestino para o Ano Novo

13:31 1 Comments


- Anote os seus querê e pindure num lugá que você espi todo dia.
- Mermo que seus objetivo teja lá prá baxa da égua, vale a pena corrê atrais de tudim.
- Não se agonei e nem irmoreça.
- Peleje.
- Lembre que pra ficá estribado é preciso trabaiá. Num fique frescano e remanchano.
- Cuide bem dos bruguelim e dos bixim.
- Dê sempre mais que o sustento, pois eles le dão o aconchego no fim da lida.
- Num fique lesando, resmungano e bateno no quengo pu besteira.
- Seje macho e pense pusitivo.
- Num se avexe, num se aperrei e nem se agonei. Num é nas carreira que se esfola um preá.
- Reflita sobre as besteira do ano passado e jogue no mato os mau pensamento.
- Muxe as orêia, respire fundo e grite bem alto: SAAAI

Agora é só levantá a cabeça e desimbestá no rumo da venta que vai dá tudo certo em 2017,  afiná das conta você é brasilero e nodestino.
Se não é... É doidim prá sê!
Um ano novo bem arretado pra vocês tudim !!!!


25 de outubro de 2016

Nos Tempos da Chica e das Eleições

04:35 2 Comments


De toda aquela confusão eu mesma não entendia patavinas nenhuma e também não queria entender porque nunca gostei de muito hem hem hem.
Sei apenas que em épocas de eleição o bicho pegava fogo lá na minha cidadezinha do interior que não devia um centavo pra ninguém. Eu acho. Eram dois partidos, cada um mais afoito que o outro.
Na casa da Chica as encomendas diminuíam porque a Chica era de um partido e as clientes que eram do outro queriam ver o diabo e não a Chica.
Eu mesma que sempre fui meia do contra com meus 10 anos era dos dois. Porque era uma situação de pedir misericórdia a Deus. Na casa do meu pai e da minha mãe todos eram de um partido só, os funcionários do meu pai também.
Eu é quem tinha que me virar com essa história de partidos A e B porque minha grande amiga era do partido B e meus pais do partido A. Na escola nem se fala, e na saída das aulas todos os dias tinha uma briga. Aqueles pirralhos que mal tinham saído das fraldas já carregavam no sangue a politica ensinada pelos pais.
E naquela época existiam os tais comícios e passeatas. Minha simpatia era pelo partido do meu pai, mas não conto as vezes que na companhia da minha melhor amiga fui para o comício contrário escondido pra ninguém saber.
Não saber? duvido! cidade pequena é o diabo, no dia seguinte era a primeira coisa que meu pai sabia.
- O que era que a senhora estava fazendo no comício de...
E eu com a cara mais lambida do mundo simplesmente dizia: eu mesma não. Chame aí o fuxiqueiro pra provar!
Eleitores do partido A e partido B quando se encontravam não prestava não. A coisa era feia. Quem era amigo, nessas épocas deixava de ser. E pelo que eu pude observar ainda hoje é assim. E eu que imaginava que selvageria só existia naquele lugar, me enganei, quebrei a cara porque hoje estou vendo coisas iguais ou piores. 
Lembro que no dia das eleições vinham policiais do exercito para garantir a ordem. Também era proibido a venda de bebidas alcoólicas. Também as pessoas dos partidos ofereciam almoço para aquelas que vinham dos sítios ou fazendas, para votar.
A minha mãe também fazia uns panelões de arroz, feijão e carne. E depois das eleições e da posse, as freguesas da Chica retornavam com cara de Amelia, alegando que a Chica estava botando boneco! 
Tudo mentira, porque eu via tudo e mais um pouco!
Enfim a pendanga continua a mesma, tanto aqui como lá. E não duvido que um cliente deixe de comprar em determinada loja porque o dono é de outro partido.
Também não duvido se alguém morrer ou bater as botas só compareçam pro enterro pessoas do mesmo partido.
Nesse mundo velho que até hoje não colocaram a porteira, não duvido de mais nada.
Se fosse nos tempos da Chica perguntaria pra ela que gosto tem o poder. E ela com certeza diria de mel. 

28 de setembro de 2016

Reunião dos Sabiás

00:50 2 Comments
Imagem: Fotos e fotos

Nos arredores da cidade a comunidade dos sabiás se reuniam.

Em reunião solene, traçavam os seus planos. Ocupariam todas as arvores da cidade, marcariam território e com todas as forças dos seus potentes pulmões convidariam as sabiás para juntos formarem uma bela família.

E comentavam entre si:

Ouviremos muitos palavrões, nos mandarão pra uns lugares que só eles conhecem, baterão portas e janelas, outros nos atirarão pedras nas nossas perninhas de sabiás e não fosse Deus para nos dar asas não sei o que seria.

Eles são assim mesmo, tomaram o nosso lugar e querem nos colocar pra fora.

Algum filho de Deus nos ama, outros se pudessem nos colocariam nas gaiolas. Vamos arrumar as malas que o grande dia está chegando.

E assim é que é. Logo logo o grande concerto dos sabiás começa. E eu amo o canto dos sabiás, que as quatro da manhã cantam em três arvores perto da minha casa.

Maria de Lourdes 

18 de abril de 2016

Ponte do Futuro da Chica Chata!

12:36 0 Comments

Incrível essa ponte!


Lá pras bandas da minha infância, onde a imaginação era a causadora de tantos atropelos na minha vida e tantas dores de cabeça para o meu pai e a minha mãe, lá pra essas bandas aí, quis eu construir uma ponte utilizando um pé de mamona que nasceu e cresceu justamente no pé do muro do quintal da minha casa e pra sua sorte ou azar existia eu naquela perseguição infeliz de imaginar que aquele pé de mamona seria a ponte para que eu pudesse subir no telhado da minha casa com o objetivo de investigar se lá por cima existia um buraco por onde deveria passar a tal de cegonha que de dois em dois anos enchia a casa da minha mãe de meninos pra encher meu saco com aquelas chupetas que não paravam na boca de jeito nenhum.
Era a chupeta cair da boca e o menino chorar e eu já que não tinha serventia nenhuma pelo menos que fosse até ali acudir o chorão devolvendo a chupeta na boca enquanto a minha mãe preparava a mamadeira.
E aquele pé de mamona seria a solução para os meus problemas interiores, subiria de vez em cima daquela casa e encheria aquele buraco de cacarecos e folhas e duvido que cegonha nenhuma viesse mais entrar ali com tanto menino!
E os anos se passaram, e vai daqui e vai dacolá quando um dia eu vi pela primeira vez o viaduto do chá e quase caí de costas, de tanto que olhei, tentando entender como foi que subiram até ali e colocaram aquela ponte.
Depois vieram as pontes sobre as águas. Cheguei mesmo a perder noites de sono imaginando como é possível construir pontes dentro do mar.
Eu, até hoje não acredito numa coisas dessas.
Mesmo vendo não acredito!
Essa história de ponte é realmente um assunto cheio de mistérios. Tem até uma novela que se chama a ponte dos suspiros, imagine só a quantidade de nomes que possuem as pontes pelo mundo afora.
Uma outra conheço bem:

A PONTE DA AMIZADE!

E a conheci um certo tempo atras quando eu toda emperiquitada, de roupa social e salto alto me debandei lá para o lados do Paraguai pra comprar presente barato.
Amarguei o pão que o diabo amassou atravessando aquela ponte lotada e um calor infernal pra nunca mais querer saber de ponte de amizade nenhuma na minha vida.
E para retratar aqui o meu relato bem que procurei nas minhas imagens uma ponte. E foi quando me lembrei das imagens do google.
Vi ponte de tudo quanto é jeito. Algumas até que serviriam, mas Deus me livre e guarde de pegar a ponte dos outros já que sou meia azarada pros lados de ponte.
Lembro que ao me deparar com o viaduto do chá, de tanto olhar pra cima quando baixei a cabeça foi um zum zum zum nos ouvidos, fiquei tontinha e quase não me aprumo pra seguir em linha reta rumo ao meu destino.
Não senhor! macaco velho tem medo de cumbuca e nessa de ponte estou feito gato escaldado com medo de agua fria!
Até que tentei desenhar uma.
Mas, cadê a vocação pra desenhar?
Quem me dera saber! apenas consegui uns rabiscos com quatro estacas.
E eu mesma deduzi!
Não, não, isso não é uma ponte.
Por fim surgiu a ideia de criar a minha própria ponte.
Eis aí então a obra!

10 de janeiro de 2016

CÓPIA DE CHEQUE DEVOLVIDO!

19:25 2 Comments

Pois bem! depois da postagem "Vamos Cooperar" que achei o máximo, e como tem gente folgada nesse mundo e depois da postagem "Conversa pra Boi Dormir" surge aqui na minha mente uma postagem que é exatamente a cara cagada e cuspida das duas. É a Copia de Cheque Devolvido que circula lá pras bandas do meu email, parecendo lagartixa quando quer pegar um mosquito. 
E que as donas lagartixas me perdoem, tadinhas, pois sendo obra da criação, um presente da natureza, entram nas nossas casas pura e simplesmente pra pegar mosquitos e aranhas que aparecem pra encher o saco!
Meu antivirus já avisou!
CUIDADO!
Ô Copia de Cheque Devolvido, guardado a sete chaves!


Pois tome aqui que vou abrir!


Tome tenência aí pois desde o dia que inventaram cartão, nunca mais peguei em cheque.
Que cheque é esse meu irmão? Nem passo e nem recebo cheque de jeito nenhum. A minha caixa de email está superlotada com esse seu Copia de Cheque Devolvido! Tome jeito!
Tem uma música que é a sua cara visse? Quer ver?

Secretário do Diabo

O diabo quando não vem,
Manda um secretário
Eu não vou nessa canoa,
Que eu não sou otário
Eu reconheço que ela é muito boa,
Mas não vou nessa canoa que dá confusão.
Quando ela passa é provocando um desafio,
Sinto logo um arrepio no meu coração.
Eu não vou na onda nem no conto do vigário,
Que o diabo quando não vem,
Manda sempre um secretário.
Quando ela chega na repartição,
É aquele rebuliço, é aquela confusão
Dá um sorriso e se senta na cadeira,
Mas de uma tal maneira que eu vou te contar
Não vou na onda nem no conto do vigário
Que o diabo quando não vem,
Manda sempre um secretário.



23 de setembro de 2015

CONVERSA PRA BOI DORMIR

11:18 0 Comments

É realmente fantástica a soma em dinheiro que recebo por dia proveniente de quem, só Deus sabe! 
Quem será esse doador misterioso que passa o dia inteirinho que Deus dá fazendo depósitos milagrosos na minha conta? 
E diante de uma crise dessas que leva o dinheiro a sumir da mão do povo, fica eu aqui recebendo comprovantes de depósitos que se somados daria pra comprar uma cidade inteira.
Eu que sou acostumada a trabalhar, que sou do toma lá da cá, e cá aqui entre nós, que eu saiba, desde o dia que nasci, nunca fiquei sabendo que ninguém na face da terra me deve um centavo furado, pela lógica, o fato é que se ninguém me deve, como pode uma pessoa sozinha receber tantos depósitos.
E mais um detalhe: Não vendo fiado. Pagar depois não é comigo não.
E se assim é: de onde provem tanto deposito que esse povo faz na minha conta, de manhã, de tarde, de noite e de preferência de madrugada?
Então que me digam uma coisa: É ou não é conversa pra boi dormir?
E olhe a situação do saldo: R$ 1,00
Robozinho fuleiro, safado e sem vergonha esse aí viu? Pensa que a gente é trouxa! Será que vou cair na besteira de abrir esse link ou arquivo zipado para ver de quanto foi esse deposito se ninguém me deve um centavo?
De 100 emails que recebo, 99 são de depósitos.

E como diz o Suricate: "MARMININO"

Eu não digo que tou mole.
"Nois Aqui É Besta, mas nem tanto!
Robozinho lazarento!
Nois aqui não é de acreditar em lero lero, nem em hem, hem hem.
Nois aqui é da lida! 
E nem em premio de loteria nois temos pra receber pois nois não joga!
Guarde aí os seus depósitos, que nois é pobre, mas não quer não visse?

Maria de Lourdes

21 de maio de 2015

O Filhotinho de Sapo

19:17 0 Comments

E lá pelos meus 6 ou 7 anos, estava a caminho da escola quando me deparei com a seguinte situação:
Um coitadinho de um sapo que deveria estar saindo da sua infância de sapo em busca de alimento quando se viu frente a frente de um batalhão de meninos, cada um com uma pedra na mão.
E o meio filhote encurralado no pé de uma parede, sem ter para onde correr tinha o coração quase saindo pela boca.
Aquela situação me deixou revoltada. Pois aqueles fedelhos, não tinham a menor vergonha de querer trocar os seus juízos com um sapo, ainda mais um recém-saído da sua infância que de certo deveria ter a mãe para protege-lo e estava agora a vagar na busca pela sua sobrevivência.
Minha ideia naquele exato momento era pegar o sapo colocar dentro da bolsa, levar para casa. Mas o medo do sapo me morder era maior que a vontade de salva-lo do apedrejamento.
Então não tive outra escolha senão criar ali mesmo a mais deslavada das mentiras.
“Minha mãe falou que quem mata sapo morre ou atropelado ou enforcado. Está escrito nos livros das bruxas”. 
E só vi mesmo gente soltando a pedra no chão e sem exagero vi gente até passando a mão no pescoço para ver se estava tudo bem.
E o bebê sapo, que do mundo dos humanos não entendia patavinas nenhuma simplesmente olhou para mim e disse:
Cuidado viu?
Quem mente morre de fome.
Não acreditei no que ouvi! 
E por isso? perna pra que te quero? Fui pra escola e na volta chegando em casa, mal contive o susto.
O sapo estava no jardim da casa da minha mãe embaixo de uma arvore.
Para compensa-lo do susto meus colegas o trouxeram dentro de uma caixa de sapato e o entregaram ao meu irmão, dizendo: 
Quem cuida de sapo nunca morre e quando cresce fica rico. 
Minha mãe falou que toda pessoa rica cria um sapo em casa.
E assim foi. E o sapo viveu por muitos e muitos anos.


4 de dezembro de 2014

PRONTINHA PRA GUERRA

01:45 0 Comments

O tremendo reboliço que estava acontecendo na rua fez a dona Carlota acordar no meio da noite.
Afinou os ouvidos para entender o que estava acontecendo e por mais que tentasse não conseguia entender uma só palavra.
Mas, que diabos será isso? 
Vestiu a sua camisola, abriu a porta de fininho porque os tiros e as bombas até estremeciam as panelas penduradas acima da pia que ela fazia questão de exibir de tão limpas e polidas.
Saiu de porta a fora, descabelada e sem dente que mais parecia uma assombração.
E o alvoroço e a bala zinindo no meio da noite, quase que mata dona Carlota do coração.
Na pontinha do pé saiu com um pé na sandália e outro no sapato. Na correria nem viu esse detalhe. Abriu a porta. E foi escorregando de porta a fora até chegar na calçada.
Cadê o povo?  alias a multidão que fez com que ela acordasse e sair feito um zumbi?
Olhou pra um lado, olhou pra o outro, e na rua não existia uma alma viva para lhe contar o que aconteceu ali! Só o silencio, o vento e o clarão da lua cheia e aquela marmota no meio da rua, quer dizer ela.
Depois de levar o maior susto da sua vida que deixou o seu cabelo espetado parecendo palitos, outra bomba e tiros e mais tiros e eu sei lá se eram de balas de borracha, sei apenas que era o barulho da tevê do vizinho da Dona Carlota, ligada no volume máximo vendo um filme de bang bang, daqueles do velho oeste.
Correu pra dentro de casa fumaçando pra pegar uma vassoura e resolver essa questão na base da vassourada. Quando de repente sua filha acorda e encontra a mãe naquela situação pronta pra guerra. Tomou a vassoura e lentamente levou a Dona Carlota pra cama e não deu cinco minutos e estava ela roncando de tão profundo era o seu sono
No dia seguinte não lembrava de patavinas nenhuma, ou se lembrava não comentou. É que a dona Carlota era sonâmbula.
E via coisas que qualquer um duvida. Até eu mesma.
Autor: Maria de Lourdes

Copyright©2014 – Todos os direitos reservados
Você não pode copiar, exibir, distribuir, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

14 de novembro de 2014

MEIA LÁ E MEIA CÁ. VOLTEI!

23:39 0 Comments

E dias vem e dias vão e nem bem o ano começou e já estamos nos preparando para 2015. 
Esperanças de novas conquistas é o que não falta, mesmo depois de umas férias prolongadas tiradas na marra. 
Bem que eu não estava querendo sair de jeito nenhum, porem só faltaram me colocar numa mala e despachar pra bem longe e só não fizeram isso porque realmente é impossível.
Cansaço, esgotamento físico e mental, noites e mais noites sem dormir, quem aguenta? Por acaso conhecem alguém que briga pra não ir dormir?
Experimente ficar sem dormir pra ver o que acontece! A primeira coisa é a tremedeira no corpo, depois vem a irritação e não existe um filho de Deus que suporte a sua pessoa. 
Aliás nem você mesmo se suporta! 
Depois vem dor aqui dor acolá e tome analgésico e nem mesmo o médico advinha o que você tem pois você disse tudo menos que odeia dormir!
E depois de muito lenga lenga, e zum zum zum no ouvido, tive que dar uma parada na marra como já disse.
É bem verdade que voltei meia esquisita, sem vontade de falar muito, será que estou com deprê? 
Era só o que me faltava!
A verdade é que estou proibida de ficar sem dormir, senão bate as botas e como não gosto da ideia é melhor obedecer mesmo que seja na marra! 
Quero só ver se vou ter inspiração dormindo sem querer!

E aqui estamos nós! Meia lá e meia cá, mas sem esquecer os amigos do coração!