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14 de outubro de 2019

Memorias de Mandubé III

02:30 0 Comments
Um cachorro valente e fiel

E Mandubé ao ver os seus antigos donos por muito pouco não perde o rabo de tanta alegria e tanta felicidade.
E pra surpresa de todos entrou dentro do carro e não houve um só cristo de Deus que o retirasse de lá.
Nem mesmo a princesa que ao ve-la fez foi virar a cara.
Por aí dava pra se ver o desgosto de Mandubé em deixar o seu antigo lar para viver nesse palácio onde não tinha o direito de ser nem um cão, muito menos um vira lata pé duro e pé rapado como era chamado de vez em quando.
Mandubé como todo cão fiel ao seu dono retorna ao antigo lar.
Com os próprios dentes retirou aquele paletó que o deixava quase sem folego
Voltaria para casa, para o velho trabalho que era vigiar as vacas, porcos e galinhas. E quem sabe dentro de pouco tempo perderia aquela barriga que adquiriu naquela vidinha de não fazer nada.
A princesa que o acompanhasse, senão seria adeus para sempre!
Mas a princesa do colo da sua dona não saiu.
E assim é que foi a história de Mandubé
Um cachorro valente e fiel, que viveu muitos e muitos anos.

11 de maio de 2019

Memorias de Mandubé II

02:37 0 Comments

Pois o mandubé estava tão apaixonado que emagreceu. Já não era o mesmo, vivia no mundo da lua sonhando acordado.
E enquanto isso a princesa da Dona Meisinha estava em greve de fome. Já não dormia na sua linda cama forrada de cetim
O desgosto era tanto que se mudou de mala e cuia pra debaixo da cama e Dona Meisinha já vivia com a coluna torta de tanto se agachar e pedir pra sua princesa sair daquele lugar escuro.
Não teve jeito o negocio era fazer o tal casamento. Casar a sua pura raça com o pé rapado mandubé que não tinha onde cair morto.
Marcou a visita e logo cedinho chegou na casa do Mandubé para fazer o pedido de casamento.
E assim foi feito, Mandubé casou com a princesa com direito a festa convidados e tudo.
E nem foi preciso questionar onde morariam pois o ingrato do Mandubé se mandou pra casa da princesa.
Em casa ficou o vazio. A saudade de mandubé era grande. Mas, fazer o que?
Com certeza o Mandubé não voltaria nunca mais. A sua vida agora era outra, casado, pai de família, granfino e metido a besta também.
Logo logo chegaria o Natal e resolveram fazer uma visita a Mandubé.
O que levariam de presente para o tão fiel amigo do passado?
Uma galinha assada com arroz que ele tanto gostava?
Não Não. Melhor mesmo era comprar um osso desses que vendem nas lojas.
Antes o Mandubé comia osso de boi, de cabra, de porco.
Mas naquela casa com certeza era tudo muito fino, melhor mesmo era levar um osso pronto, ou melhor, imitação de osso.
E assim foram. E chegando lá a surpresa! Lá vem Mandubé, gordo e barrigudo metido dentro de um paletó de gravata tão apertada que dava impressão que estava sem folego!
E o final da história conto na próxima!

19 de março de 2019

Memorias de Mandubé

19:44 0 Comments
Se existe alguém nesse mundo que pra mim é um exemplo, esse ser era o Mandubé.
Não cheguei a conhece-lo, mas as histórias que ouço ao seu respeito é de tirar o chapéu.
Dizem que não existe dois seres iguais e eu concordo plenamente. Um pode ser melhor ou menor que outro, mas nunca nunca iguais.
E a quem possa interessar o Mandubé era o cachorro do avô do meu marido.
Nascido e criado na roça o mandubé era pau pra toda obra!
Vigiava as galinhas, as vacas, as ovelhas, os porcos, e ai de quem tentasse uma fuga que ele numa carreira só trazia de volta pra casa.
O mandubé acordava as 5 da manhã. Lavava o rosto num balde de água, dava uma sacudida para secar e corria para o pé do fogão a espera do seu cuscuz com leite com pedaços de nata.
E eu estou aqui contando esse caso porque eu mesma tenho um cachorro que pra comer alguma coisa primeiramente tenho que pesquisar se pode ou não, enquanto o mandubé comia de um tudo e nunca adoeceu.
Era tutu de feijão com farinha, mugunzá com arroz e farofa, buchada, e tudo quanto era fruta que lhe desse. 
Até manga o mandubé chupava.
E só teve um dia na vida que o mandubé arriou os quatro pneus. Foi quando um dia se apaixonou pela linda cadela de Dona Meizinha. Mulher besta metida a rica, que tinha uma linda cachorrinha toda branquinha e mandubé foi logo se engraçar com a princesa.
Foi amor a primeira vista. Mas, besta do jeito que aquela sirigaita era, nunca iria permitir esse namoro.
Numa tardezinha, chega ela toda esbaforida e com cara de briga para gritar aos quatros cantos daquele lugar chamado de muriçoca para dizer que desse um jeito em mandubé que estava se engraçando pros lados de sua princesa.
Que ela não tinha cachorro com pedigree e tudo, vacinada e cheirosa a talco para se amancebar com um cachorro sem beira e nem eira, um pé rapado, um cachorro pé duro.
Pois aqui entre nós o Mandubé era um pura raça de cachorro vira lata.
E o resto dessa história depois eu conto.