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13 de agosto de 2014

E A PELEJA NEM EM SONHO TERMINOU

22:14 0 Comments


E peleja que se preza, tem um começo e um fim.
E essa ainda não terminou.
O mundo está cheio de reclamações. Cada um tem o seu direito de reclamar e a história da dona Patolina  é mais uma das milhões de reclamações que acontecem por dia. 
E já estamos até acostumados a viver com as orelhas em pé. 
Mas a história da dona Patolina não é simplesmente uma história, porque os caminhos dessas histórias são quase sempre os mesmos. Particularmente nunca ouvi falar que um advogado não comparecesse a uma audiência e deixasse o seu cliente sem o direito de defesa. 
E toda essa história tem uma finalidade: mostrar o quanto devemos ser mais atenciosos com tudo aquilo que nos diz respeito. 
O episódio narrado em forma de humor é pra quebrar o gelo porque como dizia minha avó:
Essas coisas acontecem. 
E a peleja nem em sonho terminou, tem muito mais e está rolando nos tribunais.
Mas vou continuar a contar.
Hoje faz frio danado e fiquei sem inspiração.

Maria de Lourdes

11 de agosto de 2014

A PELEJA DE ZUMIRA E PATOLINA: A SURPRESA

11:21 0 Comments
E a valentona, metida a besta pegou sua bolsa e foi embora.
Que alivio, que sossego! que calmaria! benza a Deus!

E foi desse jeitinho que foi! sem botar e nem tirar.
Com oito dias do ocorrido aparece o contador com as contas para pagar a Zumira
Quando a dona Patolina viu, sentou para não cair!
Oxente! tá querendo me degolar é?
Essa conta tá errada porque foi ela que pediu pra sair.
Ah é dona Patolina?
Me mostre a carta onde ela declara que está pedindo demissão.

-AÍ DONA PATOLINA, EU NÃO DISSE? berrei aos quatros ventos!
Dona Patolina titubeou com sua cara de maria mole, procurou nos bolsos da blusa uma só palavrinha que fosse para explicar a sua burrice e não encontrou sequer uma virgula para se enganar e só agora é que percebeu que nessa hora o que fala mais alto é papel.

-BEM QUE EU DISSE!
O que vale é o que está escrito viu?
E ela declara que vocês mandaram e tem até a carta.
Mas nós cancelamos a carta!
A senhora rasgou a sua, mas ela guardou a dela!

-EU AVISEI! TEM CIENÇA!
E o mês que ficou, foi cumprindo aviso!
Oxente e pode? Sem eu saber?
Pois a senhora não conhece aquela história que diz que a pessoa que não vou dizer o nome é o ultimo a saber?

-OLHA AÍ, NÃO FOI FALTA DE AVISO!
Não senhor, ela pediu e durante cinco horas ficamos conversando e eu pedindo que ela ficasse.
Isso não quer dizer nada dona Patolina e agora a senhora vai ter que pagar.
E dona Patolina emudeceu. Não pelo valor a pagar. Mas pelo choque da premeditação e eu bem que avisei, cuidado!
Mas isso não é nada diante ainda do que estava por vir!
Pagou e achou que descansou!
E o tempo passa quando um dia pela primeira vez na sua vida recebia uma intimação para pagar horas que não devia e salário por fora que não estavam sem pagar.
Agora teria que contratar um bom advogado para poder esclarecer os absurdos daquela cobrança e é quando entra na história o Dr. Frangolino Non Non Comparecido.
Vixe que nome esquisito!
Se minha vó fosse viva diria bem assim: quem tem besta não compra cavalo e cochilou o cachimbo cai.

Maria de Lourdes

10 de agosto de 2014

A PELEJA DE ZUMIRA E PATOLINA: A CARTA

16:31 0 Comments


E vamos deixar a Zumira, tremendo de raiva e de dor nas costas, chorando igualmente a uma desvalida e vamos voltar a alguns anos atrás.
Pois a dona Patolina tinha um marido, que era amigo do marido da Zumira. O Patolino era o bicho mais besta que existe na face da terra.
Êta bicho besta!
Pense num bicho besta! pensou? pois era ele mesmo. O Patolino. E foi ele que apresentou o casal vinte pra Dona Patolina, e foi daí que surgiu a amizade de pratin de bolo vai e pratin de bolo vem.
E misturar amizade com negocio, Patolino estava vendo que não era certo.
Por isso, aproveitando que a Dona Patolina foi dar umas esticadas nas pernas na academia, foi lá e thum: mandou a encrenca embora. 
Fez a carta de demissão em duas vias e  por causa de tanta fofoca despachou a bonita.
Mas, quando a Dona Patolina chegou seu menino, olhe, não prestou não! 
Pense numa pata choca armada até os dentes pra cima do seu Patolino!
Juro por tudo que é mais sagrado, vi a hora de seu Patolino levar uma surra de peia! 
Só sei que o furdunço foi feio, o mundo ficou coberto de pena e no fim das contas, a dona Patolina rasga a carta de demissão e manda a Zumira ir trabalhar. 
Aqui ninguém fala mais nisso e fica o dito por não dito disse ela!
Coitadinha da dona Patolina, que não sabe da missa um terço.
Tão trabalhadeira e tão besta.
Dona Patolina é tão besta que uma vez ficou com uma funcionaria se dizendo que estava com barriga d'água e tome antiácido, e tome chá pro estômago e tome chá pro fígado até que certo dia a funcionária passou mal.
Chamaram a família que levaram a moça para o hospital, a mãe era igual a Dona Patolina, que ao receber a noticia do neto nasceu e é menino, caiu dura no chão.
E dando prosseguimento ao enrosco pois com um mês certinho do ocorrido a Zumira depois do almoço diz que precisa conversar com Dona Patolina.
Ai ai ai ai ai! De novo não! Pelo amor de Deus! O que será dessa vez? E para que eu não corresse o risco de me espatifar no chão de novo, dona Patolina trancou a porta, a chave.
E sem mentira nenhuma, essa reunião durou de 1:00 as 5:00 horas da tarde.
E tome café e tome chá, e tome mais café e tome logo uma garrafa de chá porque a Zumira destrinchou um chorôrô tão mordido do poico que eu do outro lado da porta vi a hora ela morrer.
Que estava indo embora, porque na vida nunca foi tão humilhada.
Mas, espie só!
Que nunca recebeu uma carta de demissão
Que não estava sabendo administrar isso.
Que estava doente de tanta raiva.
Que tinha um més que não dormia direito
Que todo dia ia pro pronto socorro passando mal!
Que vivia com dor nas costas, dor de cabeça, dor de barriga por causa do nervoso
E eu de boca aberta só dizia: VIXE! OXE! QUE COISA! CREDO!
E dona Patolina pedindo por nossa senhora, por Deus, por todos os santos sagrados, que ela relevasse, que ela esquecesse isso que só podia lhe fazer mal.
Dona Patolina chorou tanto nesse mundo que eu vi a hora dalí sair dois defuntos!
Pedindo perdão pelo Patolino, que ela o perdoasse já que era tão amigo dela, e agora sou eu que estou lhe pedindo que fique dizia a pata besta!
Isso é motivo pra alguem fazer um alvoroço desses?
Tem ciença nesse blá blá blá!
Tem ciença nessas lágrimas de lagartixa!
E a incompetente da dona Patolina sequer diante daquele chorôrô teve a coragem de pedir pra ela escrever uma carta pedindo demissão alegando quê:
Não precisa, somos amigas de muito tempo!
É mesmo dona Patolina?
Quem disse isso a senhora?
Se prepare pra pagar pelos seus pecados ouviu sua pata choca
Me deu uma raiva!

Maria de Lourdes                                                               

                                                                                           

A PELEJA DE ZUMIRA E PATOLINA

00:44 0 Comments

E o contra regra falou
Em nome de jijus Crispim
Conte logo essa historia
Pois ta dando farnizim!

Calma, alvoroçado!
Vai medir minha imaginação?
O senhor mesmo que disse
Pra contar a prestação!

E era presentin pra aqui e era presentin pra lá
Pratin do bolo pra aqui, pratin de pudim pra lá

Era um chaleramento, um puxamento de saco tão grande de fazer nojo. 
Que um dia eu tive que rodar a baiana.
-Escute aqui dona Patolina, a senhora precisa se dar o respeito viu? 
Senão uma hora dessas sua vaca vai pro brejo. 
Onde já se viu?
E a dona Patolina não gostou não visse?

-Vá dar o seu palpite noutro terreiro, viu sua enxerida!
-Tá me chamando de galinha dona Patolina?
Oxente onde foi que eu disse isso?
Pois eu pensei que disse e eu ia lhe responder bem assim:
Quem é dona de terreiro é pata, mas já que a senhora não disse, eu também não vou dizer.
E ficou o dito por não dito.
Com seis meses em ponto do regresso, a dona Patolina chama a Zumira pra uma conversa de pé de orelha e lá se vou eu de novo pro meu sofrimento! grudar meu ouvido na porta! 
Será que vai dar aumento? Será que vai subir de cargo? O que danado essas duas vão cochichar? Pensei.
E para minha surpresa ouvi bem assim:
Zumira! não dá pra continuar te pagando esse por fora e é só isso. Se quiser continuar com o que está registrado tudo bem você fica, senão vamos acertar as contas agora, os negócios estão em baixa, não posso pagar.
Não mulé! tu me paga depois não tem problema!
Não senhora, não trabalho devendo.
Então mulézinha eu aceito porque sou tua amiga. Estremeci. E nesse sacudimento bati na porta sem querer e a porta abriu e por pouco não me esborrachei no chão.
E a valentona me olhou com um olho tão feio nesse mundo que me deu até febre. E disse!
Oxente! as paredes daqui tem ouvido é? Perdeu alguma coisa aqui dentro?
Ia lhe dar a resposta da conta de quantos paus se faz uma canoa, mas a dona Patolina lendo meu pensamento se adiantou:
Deixe essa conta pra lá, eu já sei quantos são!
E assim passou mais um ano, até que um dia surge um disse me disse danado e a dona Patolina quis saber quem estava por traz das fofocaiadas.
E por causa das fofocas, o marido da Patolina mandou a Zumira embora!

Maria de Lourdes

                             

9 de agosto de 2014

A ESPERTA E A PATA CHOCA

00:32 0 Comments

E nesse lenga lenga de mundo vai se acabar, tomei uma decisão:
Mudar o título da história e pra isso fui estudar

Pra terminar de contar
Em que deu esse enrosco.
Essa medonha tramoia
De quem vê e quem te viu!
Patolina espere um pouco
Que o fim ainda não saiu.

Não aperreie meu juizo
Se não, não conto sua história
Quem mandou você ser besta
E confiar em lorota?

Maria de Lourdes                                                


7 de agosto de 2014

SERÁ QUE É FIM DE MUNDO? 5ª PARTE

18:51 0 Comments
Pois eu não disse?
Que naquela visita tinha ciença?
Eu sabia!
Esse pingo de gente não dá ponto sem nó.
Até cego enxerga, menos a benzida da dona Patolina.
Se eu não conhecesse direito a dona Patolina diria que bebeu chá de cueca!
Ah bicha besta!
O que será que aquela sem futuro está tramando nos ouvidos da dona Patolina?
E na pontinha do pé encostei o ouvido na porta, juro por tudo que é mais sagrado que se ouvido e olho tivessem pé estariam lá embaixo da mesa.
Preciso contratar de novo o gato porque nesses anos todos dona Patolina correu mais do que cobra cega, trabalhou mais que jumento de carga e está reboculosa, movida a pão de ló, carro do ano, cabelo, pele e unha direto nas esteticas. Essa aí vai dobrar o olho em cima da dona Patolina que se era besta agora está pior ainda.
E de ouvido grudado na porta ouvi com esses ouvidos que a terra há de comer:
Tu quer ganhar quanto? disse a dona Patolina
Meu pensamento mais rápido que a luz saiu fora da minha cabeça: 
O quê? vai vir de novo pra cá?
Valei-nos Senhor São Bento! Protetor dos mordidos de cobra!
R$ 3000,00 tá bom?
Amarelei, as pernas ficou parecendo vara verde e pensei:
Quer ver eu desmaiar!
Mas, me segurei com toda força da minha fé e pedi pro Padin Ciso, um sustento, pra não cair ali naquela hora pois aquela pata movida na manteiga precisava de mim.
Mulé! é muito dinheiro, disse a dona Patolina. Aqui ninguem ganha isso.
E do outro lado da porta, até deu pra ouvir o barulho da goela da dona Patolina tentando engolir o cuspe. De que jeito sem ter? A boca secou. Ficou seca, seca coitada!
E por um instante vi a dona Patolina com a trouxa na cabeça, rumo pra morar no olho da rua se pagasse um salário desses!
Então mulé! tu me paga 1000,00 registrado na carteira e 1000,00 por fora tá bom assim?
Não sei dizer o que conversaram mais porque tive que correr pro banheiro com dor de barriga e apois não é que a dona Patolina tambem?
Por fim depois do alivio sai a dona Patolina com a resposta!
Vou fazer isso porque tu é minha amiga, mas não é correto, tu pode vir.
Mas, espie só!
Passei uma semana com os miolo mole! quer dizer: meia doida, falando sozinha!

Maria de Lourdes

Comentário de

08/08/14 11:57 -Stelo Queiroga do site Recanto das Letras

Menina assim é demais.....
Até eu já me revolto.....
Nem bem vou ali e volto....
E a mulé já deu pra trás....
É coisa do satanás.....
Fico até passando mal....
Vai botar ela no pau....
Com essa estória de por fora...
Na hora de ir embora....
Vai direto ao tribunal..... 

6 de agosto de 2014

SERÁ QUE É FIM DE MUNDO? 4ª PARTE

23:04 0 Comments


E num certo dia, a porca torceu o rabo e Zumira amanheceu com o cão no couro. Chegou espalhando brasa e nem sei dizer o que ela tinha. Uma tromba de elefante que quase enrosca a goela da dona Patolina.
Veio pra informar que havia encontrado outro emprego!
Quase pulei de alegria, até que enfim aquele encosto estava pra bater asas e se mandar!
E Dona Patolina toda chorosa queria porque queria saber porque a metida a besta estava se mandando.
Só respondeu e mal respondido: recebi outra proposta, pegou suas coisas e foi embora!

E o tempo passou, e passou o tempo!
Ah se minha avó fosse viva! pra eu contar pra ela tim tim por tim tim como a falsidade nesse mundo é grande!
Como pensamos que conhecemos as pessoas e delas não sabemos nada!
E passaram-se cinco anos!
E um certo dia, quem aparece?
A Zumira Uai! quem poderia ser pra causar tanto espanto? quase caí de costas! e pensei:
De novo?
Sumiu, desapareceu e de repente aparece assim do nada?
A metida a besta estava do mesmo jeito! nem cresceu e nem diminuiu! E dona Patolina parecendo uma pata choca lá se foi paparicar a  bendita com xícara de café e bolo!
E pensei com meus botões!
Tem ciença nessa visita!
Tem ciença nesse aparecimento assim de supetão!
Aí tem coisa!

5 de agosto de 2014

SERÁ QUE É FIM DE MUNDO? 3ª PARTE

20:24 0 Comments

Danou-se tudo!
A Zumira fumava mais que uma caipora. Nesse tempo não era proibido fumar em ambientes fechado. E a Zumira com o seu cigarro na boca e suas baforadas, empesteava tudo de fumaça fedorenta.
E foi num desses dias que quase toca fogo no prédio.
Apagou o cigarro mal apagado, e jogou o cigarro na lixeira próximo da mesa.
E mal a Dona Patolina chega em casa o telefone toca!
-Corra Dona Patolina, a sra está colocando fogo no prédio!
Como?
Respondeu a pagadora de pato. Se eu estou na minha casa como posso está pondo fogo! E eu sou lá mulher de colocar fogo em coisa nenhuma?
Me respeite sujeito!
Dona Patolina não entendeu o recado, e só depois de cair a ficha foi que percebeu o que estava acontecendo.
Correu pro escritório feito uma doida varrida e lá chegando quase desmaia.
Juro por tudo que é mais sagrado que o mundaréu de gente era grande. Tinha policia, bombeiro, bloquearam o transito e ainda por cima os moradores do prédio quase degolam a Dona Patolina.
E tudo aconteceu bem assim: da calçada do outro lado da rua, alguem viu uma fumaça saindo pela janela do prédio e em dois minutos arrombaram a porta da Dona Patolina que ao chegar encontrou toda a sala coberta de pó branco. Poderia ter sido um grande incêndio não fosse alguem ter percebido a fumaça.
O cigarro mal apagado da Zumira queimou o cesto e um pedaço do carpete.
E depois a Zumira declara:
Pode deixar! eu pago o prejuízo. O erro é meu e devo pagar! Se quiser eu assino uma declaração
Olha só! Pagar com o que?
Conclusão da história: a Dona Patolina falou:
Não mulher! tu não teve culpa! tu não fez isso de propósito, foi um acidente e pode deixar que eu reformo tudo!
Não mulher! eu pago, dizia o tamborete mal intencionado.
Mulherzinha besta essa Dona Patolina viu? quase foi linchada e degolada na portaria do prédio.
Pois fiquei tiririca! de longe!
Pense aí numa mulher besta! Pensou? Pois era ela mesma. A Dona Patolina. Acho que a Zumira fez foi enfeitiçar a Dona Patolina com aquele benzimento ou então colocou o nome dela dentro de um litro de mel! E estava lá a coitada afogada na besteira!

4 de agosto de 2014

SERÁ QUE É FIM DE MUNDO? 2ª PARTE

14:18 0 Comments

E na volta, pra dar continuidade a história, encontro com meu marido que diz bem assim: 
Você não acha que essa história está comprida demais não? 
Sujeitinho dos miolos de pote, desmancha prazeres esse aí viu! 
Por pouco me tira do prumo e fico sem rumo pra contar a história. Ah se minha avó estivesse aqui! 
E nesse vai e vem danado com pratinho de bolo pra aqui e pratinho de pudim pra la, a Zumira tinha a mania de ligar pra Dona Patolina pra pedir dinheiro emprestado e Dona Patolina parecendo uma pata choca dizia:
Tu precisa de quanto? E bem o telefone não voltava pro gancho o dinheiro já estava na conta da Zumira. 
E nem sei informar se pagava ou não. Como vou saber?
E foi num belo dia que a Zumira veio com a história da Dona Patolina dá emprego pra ela!
É bem verdade que a Zumira pra Dona Patolina tinha um cartaz danado! Era Deus no céu e Zumira na terra!
Pense numa pessoa eficiente! Pensou? Era ela. Zumira.
É a profissional mais competente que já conheci dizia. 
E as pessoas ficavam de boca aberta de ver tantas qualidades numa pessoa só! Isso é que era um chaleramento com essa tal de Zumira, nunca ouvi falar!
De cara a Dona Patolina respondeu: Deus me livre! Está doida? Não posso pagar teu salário. 
Não senhora isso não. É que a Zumira parecia que tinha tudo quanto é curso superior e Dona Patolina se achava pequena demais para tanto saber. Não tinha emprego pra ela não.
E continuou insistindo:
Não mulher! tu me paga o quanto tu puder. Deixa de ser besta é só pra mim não ficar sem emprego. E nesse chove não molha terminou a Dona Patolina dando o emprego pra Zumira.
E o contra-regra disse:
Conte essa história a prestação! História comprida demais cansa as vistas.
E Dona Patolina, mesmo parecendo uma barata tonta, começou a perceber que a Zumira tinha o olho maior que a cara. A danada não cresceu, mas em compensação o olho se fosse possível medir deveria ter pra lá de 3 metros. Pois não é que já estava querendo comandar a Dona Patolina? que reclamava pras paredes. Esse pingo d'água está começando a esquentar minha moringa!
E volto logo com o resto!

Maria de Lourdes

SERÁ QUE É FIM DE MUNDO?

00:23 0 Comments

Se eu contasse essa história pra minha avó ela com certeza diria!
Minha filha! É o fim do mundo! É que minha avó, que Deus a tenha, teve a grande sorte de não ouvir nem falar nos absurdos que vemos hoje.
É tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa que a coitadinha que não era acostumada a tanta trambicagem, se soubesse daria um passamento e morreria na hora, antes do tempo.
E um dia quando tivermos netos, o que será que eles terão para nos contar se nós já vivemos encardidos de ver tanta coisa que não dá em absolutamente nada.
Antigamente criava-se gato e gato caçava rato. Hoje em dia, rato ficou mais esperto que gato e pra mostrar pro dono que gato é gato precisa passar por uma humilhação dessas. Caçar rato com uma espingarda. Pode?
Mas a história que eu teria pra contar pra minha avó não seria essa não. Seria a história da pata pagando o pato.  
A Zumira, mulherzinha metida a besta, toda cheia dos não me toques que nem tamanho tinha, não passava de um metro e meio e olhe lá!
Tirando os saltos altos de quase um palmo deveria medir 1.45 de altura ou menos. Bom, mas isso não tem importância, porque eu também não passo de um metro e meio e sempre digo que tamanho não é documento.
De vez em quando alguem me chama de baixinha e faço de conta que não vejo. Até dizem que nós temos o pavio curto, que não crescemos de ruim. Ruim no bom sentido porque a Zumira era maquiavélica. Briguenta e metida a valente era ela mesma.
Tinha uma lábia que Deus me livre! Convenceu a pata a pagar o pato, ora veja! Conversava muito bem com seu português sem faltar uma virgula e quem a visse com seu tra la la jurava de pé junto que a Zumira era o próprio retrato da honestidade em pessoa.
Estava me esquecendo de lembrar, que nessa história tem também a Dona Patolina. Nome mais feio e sem graça esse! É que Patolina vem de Pata e quem paga pato não é a pata é o pato esqueceu? Então é Patolina!
Zumira e Patolina tinham uma amizade daquelas de uma almoçar na casa da outra, de tititi daqui, tititi dacolá, carne e unha.
E Patolina besta que só uma vaca velha, achava a Zumira a criatura mais honesta, mais integra, que existe na face da terra.
Pense numa mulher honesta! Pensou? Era ela. A Zumira.
Pois a Zumira soube espalhar tão bem a sua candura e honestidade, que eu já cheguei até a ver com esses olhos que um dia a terra há de comer, Dona Patolina tomando passe com a Zumira.
Pois não é que a Zumira foi aprender a benzer só pra benzer Dona Patolina, que nesse dia teve uma dor de cabeça e uma dor de barriga tão grande, daquelas de revirar as tripas que foi parar no hospital só o pó da rabiola.
E Dona Patolina mais besta que um jumento cagando numa noite de chuva, contava a sua vida todinha todinha, tim tim por tim tim pra Zumira, que sabia até a hora exata que a Dona Patolina ia pro banheiro. E a história é pra mais de metro, e eu vou contar! Sossegue! Enquanto vou ali, deixo o gato pastorando o rato!

2 de maio de 2013

BRINCANDO DE ATIREI O PAU NO GATO

09:17 0 Comments

Copiaram a minha ideia, copiaram meus impressos, passaram a mão nos meus clientes, depois vieram implantar a minha própria ideia no meu trabalho!
E eu?
De boca aberta fiquei pasma, muda e surda diante do evento!
Mas como mentira tem perna curta, acabei descobrindo!
Bem que eu estava desconfiada!
Porque ao presenciar os fatos conversava aqui com meus botões:
"Espere ai isto tudo ai não foi eu que criei"?
Mas, que cara de pau hem!
A história completa é tão descabida, que contando ninguém acredita.
Mas, vai o alerta! cuidado, "nem tudo que reluz é ouro" e tem sempre alguém querendo tudo o que a gente tem e mais um pouco!

29 de abril de 2013

CHICA DOIDA E MEIA

17:50 0 Comments

É mesmo engraçado como certas situações mexem com os miolos da gente!
Busquei no dicionário informal o significado de "miolos".
Resultado: palavra depreciativa do cérebro.
Pois é exatamente do jeitinho que o meu ficou!
Às vezes temos a impressão de que sabemos de tudo e na verdade não sabemos de nadica de nada ou pensamos que sabemos dominar todas as situações!
Que nada!  
Não sabemos de quase nada! Pelo menos eu, não sei!
Fui á feira, escorreguei e quase caí! 
Daí pronto, foi o suficiente para virar Maria Doida, ou Chica Doida,
Ou Juízo!
Onde estás tu?
Sem essa de querer consertar o mundo, pois não sou besta!  
A Síndrome atacou! Deixei tudo que estava fazendo e sai pelo mundo a fora de pagode, e até de castanha e caju me vali para dar boas risadas, sem esquecer o matuto doente das partes, chica doida saiu de mundo a fora!
Sossego é bom e faz bem pro coração e pro juízo também! E nada melhor que uma rede lá perto do céu.
E nessa de doida e meia, saiu a chica doida de blá blá blá, foi pro outro lado do mundo e voltou carregando nas costas ou pensando carregar os problemas do mundo.
E já meio tonta de tanta encrenca se valeu de um belo banho de sal grosso com manjericão!
Fez umas rezas pra São Jorge!
E adormeceu! E foi assim que aconteceu!

2 de março de 2013

CORRA ATRÁS DO SEU RANKING

10:47 0 Comments

Temos a gloriosa e santa missão de nos colocar voluntariamente a serviço de fiscais de Deus e do mundo. 
E saímos por ai atirando pedras, apontando o dedão, rotulando os outros de idiotas, sendo que, se o dedo está na nossa mão é justamente para que seja apontado para nós mesmos! 
Sem a necessidade de usar a matemática podemos, concluir que é bem pequena a distancia do nosso dedão apontador para a nossa própria pessoa! 

Quem não corre atrás dos seus ideais, quem não almeja uma posição melhor em qualquer situação na batalha da vida é que de certo já morreu ou é um morto vivo. Particularmente acho que é melhor morrer que ser um morto vivo. 
Ranking é algo espetacular e se não fosse, as empresas não investiriam milhões para colocar os seus produtos nas primeiras páginas seja na internet, em revistas ou jornais! 
E quem não batalha em busca do ranking é porque nem sabe o que está falando porque conheço muitas empresas que saíram do anonimato quando compreenderam que deveriam buscar as mais importantes posições nos rankings! 
Não digo que devemos atropelar os outros nesta corrida. O Ranking conquista-se com trabalho incansável, de noites sem dormir, pesquisando, errando e consertando. 
Quem é superior, pela posição de superior que ocupa, ensina e orienta, não rotula de idiota, senão deixa de ser superior para ser um apontador de erros. 
Não tem humildade, não sabe ensinar, critica da maneira mais desumana que existe! Não sabe ela que o sucesso adquirido sem esforço, do apontado não é duradouro, é passageiro. E ela mesma (digo: o apontado)  se dará conta disto! Ou tomará outras atitudes ou vai desistir. Mas não cabe a ninguém taxar os outros de idiota! Nunca ouvi falar que um sábio chamasse alguém de idiota! Certo dia tive a oportunidade de assistir uma palestra sobre a critica. 
A critica que constrói e a critica destrutiva. 
Aquela que tem a capacidade de jogar a pessoa no fundo do poço! E o mais interessante desta palestra é que pude entender, quando estamos ouvindo ou lendo lições que edificam, não as tomamos para nós, achamos todos aqueles defeitos parecidos com o do nosso irmão, com o do nosso amigo, com o do nosso conjugue, com o do nosso vizinho e nós somos os anjos, sem defeito nenhum. E se somos tão puros, e sabemos de todas as coisas o que estamos fazendo aqui na terra? 
E ainda concluímos: "fulano precisaria ouvir esta palestra" Não é engraçado?




30 de dezembro de 2012

O BLOG PROCURA A DONA E A DONA PROCURA O BLOG

21:29 0 Comments

E lá vem de novo!
Ela com aquela velha estória de cadê o blog!
Mas a estória agora é dupla: a dona procura o blog e o blog procura a dona.
Sei dizer que foi um bate boca danado que de longe se ouvia prato, panela e tampa voando pelos ares e ninguém sabia dizer ou explicar o que estava acontecendo.
- Blog fuleiro não! Blog da hora, blog supimpa!
Esse era o tema do debate: o blog procurando a dona e a dona procurando o blog.
Por fim se encontraram e juntos ficaram procurando as postagens na internet!
- Espera ai!
Tem alguma coisa errada por aqui, estava bem aqui quase na primeira página e agora sumiu! E nem na 100ª página encontramos mais as postagens!
Viu o que você fez? Disse o blog colocando o dedo na cara da dona!

Cochilou? O cachimbo cai!

Mas ainda restava uma esperança!
As redes!
E procura daqui e procura dacolá, encontramos um baú, mas não era o baú da chica, encontramos um lobisomem, mas não era o lobisomem que saiu nas carreiras com medo da muriçoca, encontramos um monte de chicas, mas nenhuma tinha o sobrenome de chata, encontramos um montão de almas correndo com medo dos gritos das moças véias e nenhuma soube nos dar noticia, viramos noite adentro nesta busca danada e nada!
Por fim, já exaustos concluí:
Deram um pontapé daqueles no senhor! (no blog)
Esta é que é a verdade e lhe mandaram plantar batata! 
E um com o dedo na cara do outro porque na realidade eu bem que não queria falar, mas falo: ou melhor, escrevo:
O pontapé foi tão grande que o senhor veio parar na minha cozinha que foi prato panela e tampa pra tudo que é lado.
E não adianta ficar nervoso! O mundo estava para se acabar e o senhor ia ficar fazendo o quê aqui!
Sem um olho sequer pra lhe ler!
Então sossegue! Porque já que ainda estamos por aqui, vamos começar tudo de novo!