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2 de setembro de 2017

Tome tento plagiador

02:59 0 Comments

Autor: Maria de Lourdes (emedelu)

Seu menino, esse negocio
De plagiar os escritos
É coisa feia danada
Digo com sinceridade
Que toda parede tem olho
E todo mato tem ouvido!

A Cola nem na escola
É coisa de preguiçoso
E de mal intencionado
Até a professora sabia
Que algo ali estava errado.

Copiar muito pior
Pois você não é carbono
O bom leitor vai dizer
Que nesse angu tem caroço

Você pode até dizer
Que isso aqui é porcaria
Mas nasceu dos meus miolos visse?
Não é pra sua serventia

Peça licença primeiro
Não copie minhas poesia
E nem texto e nem nada
Largue dessa mania feia

Lhe aviso,
Quando eu morrer,
Venho morder o seu dedo
E azucrinar seu ouvido

Deixo seu cabelo em pé
Um poeta doido varrido
Aponto você com meu dedo
Aviso aos porteiros do céu

Lá vai ele o plagiador
Sem futuro e mascarado
Não tem consideração
É um la lau pegue ele!

Vive morto dentro das calças
Ou de saia, ou de vestido
Copia as coisas dos outros
E tibungo: coloca o nome

Sujeitinho sem miolo
Esse tal de plagiador
Não sabe criar uma virgula
Inda dá uma de doutor
Tome tento plagiador!

Autor: Maria de Lourdes (emedelu!

2 de março de 2017

Sem destino!

03:23 0 Comments


Dia e noite vou vagando
Sem saber onde chegar
Triste sina é a minha
O meu consolo é chorar!

Chorando de noite adentro
Para isto fui criada
Quem me dera ser a lágrima
Assim teria morada

Ah! Que viver tristonho
Solitária em um galho
Breve o sol me secará
Pois das folhas sou o orvalho!

Autor: Maria de Lourdes

1 de março de 2017

A fofoca equivocada

13:41 1 Comments


Seu menino diga logo
Pare de tanto arrodeio
Conte logo essa história
Antes que me aborreça
Desembuxe esse fuxico
Já que veio todo proza
Azucrinar meu juízo

Lazarento fofoqueiro
Correio da má noticia
Que vive nos pé das porta
Escuitando mexerico
Coisa mais feia cumpadre
É home que veste calça
Falar mal da vida aleia

Esse leva e traz danado
Inda vai lhe aborrecer
Fala mal de todo mundo
Num tem mais o que fazer?
Me diga por caridade
Qual que é a novidade
Que o senhor vei me trazer?

E pisiu pisiu daqui
E pisiu pisiu de lá
Orelha doida pra ouvir
E língua solta pra falar
Destrinchando a fofoca
Quando chegou dona chica
Prima de dona maroca

É mentira desse cabra
Fofoqueiro sem vergonha
Individo sem futuro
Língua de trapo medonho
Calma, Chiquinha calma
Tô mesmo é arretado
Pensando que é noticia
Mas é dinheiro emprestado

Autor: Maria de Lourdes





3 de outubro de 2016

Recado do Assistente ao Doutor

02:00 2 Comments




Existia numa pequena cidade, um hospital e um doutor.
E um certo dia, chegou todo esbaforido o assistente que era além de assistente, o conselheiro e o jornal ambulante do hospital. E nesse dia chegou ele com a grande noticia.

Disse o doutor:
Seu menino diga logo
Pare de tanto arrodeio
Conte logo essa história
Antes que me aborreça
Desembuxe esse fuxico
Já que veio todo proza
Azucrinar meu juízo

Então o assistente já foi direto ao assunto:

Pois o senhor que se avexe
Pegue um caderno e um lápis
E vá pra escola estudar
Senão a moçada aí
Vão tomar o seu lugar

Lá na instituição
Chegou uma carrada de médicos
De longe eu contei mais de cem
É médico que não acaba mais
E em tudo que é especialidade
Convocando outros médicos
E vão ensinar ao doutor também!

E o doutor  respondeu:

Era só o que me faltava
Depois de velho aprendido
Estudado e diplomado
Voltar de novo a estudar.

Pois é a moda doutor
Que o senhor tem que acompanhar.
O doutor que me adesculpe
Essa minha ousadia
Mas seu saber é do passado
Não acompanha a sabedoria

As doença do passado
Era papeira e sarampo
Catapora dor de lado
Lombriga e bucho virado
O doutor pra ser doutor
Tá meio disatualizado
Me adesculpe a franqueza
Está mais pra benzedor.

Se avexe logo e vá pra escola
Para aprender coisas novas
E assim o povo ajudar
Hoje é tudo diferente
Até as doenças mudaram
É Zica, é chikuncunha
É depressão é stress
E essas são só as pequenas
Que as grande não vou contar

E pra saber lidar com elas
O doutor vai ter que estudar
Os moços lá é gente fina
Todos bonitos e cheiroso
O senhor vai sentir é gosto
Quando naquela sala entrar
Para de novo estudar

E cá aqui, entre nos
Os remédios também estão mudando
Sabe aquela dor de barriga
Que o doutor estava me tratando?
Me passou foi Alkasete
Que nem estão mais fabricando

E diante desse tralálá todinho respondeu o doutor

Chega de tanta conversa
Que já entendi o recado
Depois de velho e barbado
Vou ter que de novo estudar.
E faço com muito gosto
Pra população ajudar.

Digo com sinceridade
Mesmo não sendo especializado
E com tão pouco saber
Já salvou muita gente na cidade.
Com sua dedicação tamanha
E sua arte de cuidar.
Vai aprender muita coisa
Mas, também vai ensinar.

Maria de Lourdes

14 de outubro de 2013

OBRA DE ARTE. O SAPATO.

14:08 0 Comments

Se tem coisa que não posso
É ver loja de sapato
Nem vitrine!
E nem catálogo!

Sobe logo pra cabeça
Um descontrole sem fim
Aqueles que são pros pés
Tomando conta de mim

Se saio pra comprar um
Se brincar volto com cem
Só não trago a loja inteira
Prá não ficar sem um vintém!

Será que isto é doença?
Não poder ver um sapato?
Preto, vermelho ou branco
Verniz, camurça ou dourado?

Procurei um analista
E la fui pra me tratar
Dessa história de sapato
Que não quero nem contar

Mas, que será que ele tem?
Pra mexer com meu juízo
Torrar todo o dinheiro
E me dá tanto prejuízo?

Sandália, alpargata, chinelo
tamanco ou mocassim
tênis ou sapatenis
quando vejo: pobre de mim!

Mas que vale a pena vale
não importa o valor
sapatinho lindo e fofo
você é meu grande amor

Autor: Maria de Lourdes (emedelu)